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A etapa estadual da Conferência das Cidades acontecerá entre os dias 15 e 17 de agosto em Porto Alegre. Em preparação para este evento, o SAERGS está mobilizando-se, juntamente com outros sindicatos CUTistas, para elaboração de uma pauta que atenda às demandas dos trabalhadores na questão do desenvolvimento urbano. “As Conferências das Cidades são momentos de discussão de políticas urbanas públicas junto à sociedade. Nossa participação pode representar melhoria da qualidade de vida de gaúchos nos 497 municípios do estado”, explica o Presidente do Sindicato, Cicero Alvarez. O SAERGS participou recentemente dos eventos de Pelotas, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Esteio. Em 25 de maio de 2013, o Sindicato também esteve presente na etapa de Porto Alegre. Nessa data, conquistaram-se cinco vagas – entre titulares e suplentes – no segmento dos trabalhadores. A V Conferência Nacional das Cidades vai ocorrer entre os dias 20 e 24 de novembro em Brasília. Ela tratará da Reforma Urbana e temas de âmbito nacional, considerando os avanços, as dificuldades, os desafios e as propostas consolidadas nas Conferências estaduais.
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Por Bruno Mello, Arquiteto e Urbanista, Diretor do SAERGS Para além das manifestações de apoio às revoltas populares por um Brasil melhor, temos que relembrar algo. A política não perdoa os ingênuos. À parte nosso entusiasmo com o povo nas ruas, precisamos estar vigilantes. A imprensa em coro uníssono – já faz um tempo até – nos apresenta a existência de uma difusa descrença em relação aos partidos políticos, de que ninguém mais se sente contemplado pela esfera institucional, que o desalento é geral com os espaços e canais democráticos estabelecidos. Há quem sugira o fim dos partidos ou um movimento sem partidos. E existem duas maneiras de fazer os partidos ou os movimentos não existirem: uma é a anarquia, outra é a ditadura. Estas não são alternativas legítimas. Desmoralizar algumas das formas institucionalizadas de organização da sociedade e de participação democrática do Estado – partidos, movimentos sociais e de trabalhadores – é um risco gigantesco. Pode-se imaginar reinventá-los, renová-los, mas não extingui-los. Viradas de mesa jamais! Quem não acredita na política, acredita na violência. A diplomacia e o diálogo são os meios de disputar espaço no mundo. E no jogo político se ganha, se perde… Mas quem não acredita nisso propõe a imposição e a violência. Redes sociais são importantes, parecem ter mobilizado muita gente. Mas vamos agora escolher presidente da república por enquete no Facebook? E se derrubarem os espaços institucionais – o voto, os partidos, o processo democrático – vamos entregar o país para ser administrado por quem, pelo bondoso Luciano Huck ou o Galvão Bueno? Todas as manifestações que ocorrem são políticas. Quem se declara apolítico é, em última análise, um sujeito político conservador. Nele não há ausência de política. Há, no máximo, falta de consciência de si. E os segmentos reacionários da sociedade estão de olho na grande oportunidade que é este vazio. Não nos deixemos confundir. Manifestar-se é imprescindível. Criticar e buscar a realização de suas pautas: um direito sagrado. Mas não podemos despolitizar o debate.      
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