SEARCH
Your address will show here 12 34 56 78
A direção do SAERGS participou, nesta terça-feira (29), de duas reuniões com entidades sindicais e associações de servidores em defesa das instituições estratégicas ameaçadas e de seus servidores, como a Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (METROPLAN), Fundação de Ciência e Tecnologia (CIENTEC), Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Companhia Rio Grandense de Artes Gráficas (CORAG), Fundação de Economia e Estatística (FEE), Companhia Rio Grandense de Mineração (CRM) e Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (SULGAS), entre outras. Todas ameaçadas pelo pacote do governador José Ivo Sartori (PMDB). O objetivo desses encontros é a construção de uma unidade das diversas entidades sindicais, que representam os servidores e servidoras estaduais, além de entidades da sociedade civil que se posicionam em defesa do patrimônio do Estado, que será sucateado e extinto, caso o pacote seja aprovado na Assembleia Legislativa.  A votação deste pacote está prevista para ocorrer nos dias 26 e 27 de dezembro, em convocação extraordinária, gerando ainda mais custos. “Em um momento de crise fiscal, o governo Sartori gastou R$ 30 milhões em publicidade. Além de ter que dar explicações ao Ministério Público sobre a política de isenções e incentivos fiscais que representa abrir mão para o combalido orçamento estadual”, questiona a presidente do SAERGS, Andréa dos Santos. Nos próximos dias ocorrerão ações para a formação desta frente ampla de entidades sindicais.

unnamed

0

unnamedA direção do SAERGS participou, nesta terça-feira (29), de duas reuniões com entidades sindicais e associações de servidores em defesa das instituições estratégicas ameaçadas e de seus servidores, como a Fundação Estadual de Planejamento Metropolitano e Regional (METROPLAN), Fundação de Ciência e Tecnologia (CIENTEC), Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), Companhia Rio Grandense de Artes Gráficas (CORAG), Fundação de Economia e Estatística (FEE), Companhia Rio Grandense de Mineração (CRM) e Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (SULGAS), entre outras. Todas ameaçadas pelo pacote do governador José Ivo Sartori (PMDB). O objetivo desses encontros é a construção de uma unidade das diversas entidades sindicais, que representam os servidores e servidoras estaduais, além de entidades da sociedade civil que se posicionam em defesa do patrimônio do Estado, que será sucateado e extinto, caso o pacote seja aprovado na Assembleia Legislativa.  A votação deste pacote está prevista para ocorrer nos dias 26 e 27 de dezembro, em convocação extraordinária, gerando ainda mais custos. “Em um momento de crise fiscal, o governo Sartori gastou R$ 30 milhões em publicidade. Além de ter que dar explicações ao Ministério Público sobre a política de isenções e incentivos fiscais que representa abrir mão para o combalido orçamento estadual”, questiona a presidente do SAERGS, Andréa dos Santos. Nos próximos dias ocorrerão ações para a formação desta frente ampla de entidades sindicais.
0

Nesta terça-feira (29), o Senado Federal decretou um futuro sombrio para os próximos 20 anos no Brasil: a PEC 55 do Senado (antiga 241 do Congresso), que congela recursos das políticas públicas mais essenciais, saúde, educação e assistência social foi aprovada por 61 votos a 14. Os senadores gaúchos Lasier Martins (PDT) e Ana Amélia Lemos (PP) votaram a favor, mas Paulo Paim (PT) registrou voto contrário à chamada PEC da Morte. A receita para sair da crise fiscal econômica foi o velho receituário neoliberal que entende investimento em política pública como gasto. Neste pacote, quem vai pagar as contas da crise econômica são os trabalhadores e trabalhadoras de nosso país. A outra opção para enfrentar a crise seria rever a dívida pública, rever a política de isenções e incentivos fiscais, fazer um sério combate à sonegação de impostos e cortar privilégios de alguns setores, como o judiciário, como os R$ R$ 4.377,73 pagos para custear moradias para os magistrados brasileiros. A PEC 55 foi aprovada ontem em primeiro turno, o segundo turno está previsto para o próximo dia 13 de dezembro.

1480437767_745207_1480449899_noticia_normal

0

CARTAZ SAERGSO Sindicato dos Arquitetos no Estado do RS (SAERGS) convida associados e profissionais da área para a 1ª edição do Curso Fundamentos de Gestão para os Arquitetos e Urbanistas, ministrado pela arquiteta e urbanista Fernanda Lanzarin. O curso está agendado para os dias 12 e 13 de dezembro, das 19h às 23h. Esta é a primeira vez que o Sindicato promove um curso voltado para a gestão de escritórios de Arquitetura. O curso foi criado para que o arquiteto possa perceber e entender seu escritório como uma empresa, avaliando sua viabilidade e otimizando sua operacionalização. As vagas são limitadas e a inscrição deve ser feita pelo e-mail saergs@saergs.org.br ou pelo telefone (51) 3224.6006. PROGRAME-SE: Carga horária: 8 horas Datas: 12 e 13/12 (segunda e terça-feira) Horários: das 19h às 23h Pagamento: O valor do curso é R$ 300. Parcelamento em 02 vezes (somente no cartão de crédito). Ministrante: FERNANDA LANZARIN (Arquiteta e Urbanista – UFRGS) Com MBA em Gestão de Escritórios de Arquitetura pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a arquiteta e urbanista está à frente do próprio escritório desde sua graduação, em 2008. Tendo passado também pela ProjeteBem Arquitetura, na qual coordenava equipe de arquitetos e estagiários no acompanhamento integral do projeto. Atuou também no escritório Troyano Arquitetura, onde era a responsável pela execução das obras, além das rotinas de projeto. Plano de aula:  – O modelo de negócio do escritório – Comunicação, Inovação e Marketing / Marketing Digital – Vender e Negociar projetos de Arquitetura – Organização e Padronização do ambiente de trabalho – Gerenciamento de Projetos (ferramentas do PMI aplicadas ao escritório) – Administração Financeira (custos para abrir e manter a empresa) – Precificação de Projetos (montar orçamentos, propostas e contratos)
0

O evento será realizado no dia 9 de dezembro, às 19 horas, com concentração e saída do Largo Zumbi dos Palmares A organização da Volta Ciclística é do SAERGS e do IAB-RS, com apoio dos grupos de ciclistas, entre eles: Ped Alegre, Bike Anjo e Mobicidade. A “Volta Ciclística dos Arquitetos e Urbanistas – Joel Fagundes” começou, em 2015, como uma ação do SAERGS em memória do arquiteto e urbanista Joel Fagundes. Ciclista, Joel foi vítima de atropelamento por carro quando pedalava na avenida Severo Dullius, em Porto Alegre. O Arquiteto e urbanista tinha 60 anos e utilizava a bicicleta como principal meio de transporte dentro e fora da cidade. Era conhecido pela sua genialidade criativa referenciada nos trabalhos que realizou na Bienal do Mercosul.

unnamed-212x300

0

Fonte: Marco Weissheimer / Sul 21 Foto: Guilherme Santos/Sul21 A Assembleia Legislativa aprovou nesta terça-feira (29), em uma votação tumultuada e feita às pressas, o Projeto de Lei 145 que altera a política agrícola estadual para florestas plantadas, ampliando a possibilidade de plantio de lavouras de silvicultura e transferindo a fiscalização dessa atividade da Secretaria do Meio Ambiente para a pasta da Agricultura. O PL foi aprovado por 31 votos a 15. Votaram contra o projeto as bancadas do PT, do PSOL, do PCdoB, da Rede e a deputada Juliana Brizola, do PDT. Também foi aprovada uma emenda do deputado Gabriel Souza (PMDB), que altera a redação de alguns artigos do projeto. O PL 145 altera a Lei nº 10.330/1994, que dispõe sobre a organização do Sistema Estadual de Proteção Ambiental e a Lei 9.519/1992, que institui o Código Florestal do RS. Entre outras mudanças determina a transferência de atribuições da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA) para a Secretaria Estadual de Agricultura (SEAPI) e as relativas ao Fundo de Desenvolvimento Florestal (FUNDEFLOR) e Fundo Estadual do Meio Ambiente (FEMA). A oposição protestou contra a ausência de debate, por parte do governo José Ivo Sartori (PMDB) e de sua base parlamentar, que não se pronunciou sobre o PL na sessão desta terça até o momento de encaminhar a votação. As críticas também vieram das galerias, parcialmente ocupadas por servidores, estudantes e ambientalistas contrários ao projeto. Segurança da Assembleia lançou spray de gengibre contra manifestantes. (Foto: Guilherme Santos/Sul21) Segurança da Assembleia lançou spray de gengibre contra manifestantes. (Foto: Guilherme Santos/Sul21) Apenas uma parte das galerias foi liberada para o público. Cada parlamentar recebeu cinco senhas para distribuir a quem quisesse acompanhar a sessão. Um grande número de manifestantes não conseguiu acessar as galerias o que gerou um ambiente de tensão do lado de fora da Assembleia. Quando começou a ser encaminhada a votação do projeto, uma gritaria em um corredor que dá acesso aos fundos do plenário fez muitos manifestantes, deputados e jornalistas a saírem para ver o que estava acontecendo. Ouviu-se, então, um grito – “Estão jogando spray pimenta” -, seguido de uma correria para dentro do plenário. Em meio a uma grande confusão e com o cheiro do gás entrando no plenário e causando irritação nos olhos e vias respiratórias de deputados e manifestantes, a presidenta da Assembleia, deputada Silvana Covatti (PP), não quis suspender a sessão e, às pressas, colocou o projeto em votação. Minutos antes, a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB) teve o som do microfone cortado pela presidência da sessão ao questioná-la sobre a limitação do acesso ao plenário que estava criando um clima de tensão do lado de fora. O corte de som causou indignação à deputada e ao deputado Pedro Ruas (PSOL) que reclamou: “Nunca vi tamanha arbitrariedade nesta Casa com o corte do microfone quando a deputada mais votada do Estado estava falando”. Manuela D’Ávila questionou os critérios para a distribuição de senhas e lançou um alerta: “Estamos criando um ambiente de guerra sem necessidade, pois há lugares aqui dentro. Teremos votações muito mais tensas do que esta ainda este ano. Desse jeito, na votação do pacote, essa situação ficará insustentável”. A votação desta terça-feira foi uma prévia do que deve acontecer ao longo do mês de dezembro, no processo de votação do pacote. Do lado de fora, durante todo o dia, servidores de fundações e de outras entidades públicas revezaram-se na Praça da Matriz protestando contra o pacote de Sartori. No início da tarde, os servidores realizaram um grande apitaço na porta de entrada do Palácio Piratini e promoveram vários “trancaços”, com faixas e cartazes, bloqueando por alguns minutos a rua lateral que dá acesso à Assembleia. O modo como se deu a votação do PL 145, no plenário da Assembleia, provocou a indignação dos manifestantes que cobraram a postura dos deputados da base do governo de se recusar a debater o projeto em plenário. O deputado Elton Weber (PSB), ligado ao setor da agricultura, foi chamado de “traidor” pelos manifestantes e respondeu com um gesto com as mãos juntas erguidas, como se estivesse comemorando um triunfo. Gás do spray de gengibre entrou no plenário irritando olhos e vias respiratórias de várias pessoas. (Foto: Guilherme Santos/Sul21) Gás do spray de gengibre entrou no plenário irritando olhos e vias respiratórias de várias pessoas. (Foto: Guilherme Santos/Sul21) O deputado Nelsinho Metalúrgico (PT) protestou, logo apos a votação, contra o modo como a qual ocorreu. “Está ficando insustentável esse fechamento da Assembleia. Ao primeiro grito de discordância em relação a voz majoritária dessa casa, fecha-se a Assembleia. Está nos sendo negado o direito de debater”. Na mesma linha, o deputado Valdeci Oliveira (PT) observou que o PL 145 não foi discutido sequer com o Conselho Estadual do Meio Ambiente. “O objetivo desse projeto é incentivar a monocultura do eucalipto e enfraquecer a fiscalização”, afirmou o parlamentar que pediu, sem sucesso, que algum integrante da base do governo subisse à tribuna para explicar as razões do PL e anunciou que, caso o mesmo fosse aprovado, os deputados da oposição iriam acionar o Ministério Público, pois o mesmo estaria sendo encaminhado com uma série de irregularidades. “Esse projeto tem endereço certo”, afirmou a deputada Regina Becker (Rede). “Não podemos aqui beneficiar interesses privados em detrimento do interesse público”. O deputado Altemir Tortelli (PT) concordou com o pronunciamento da deputada da Rede e acrescentou: “Quem são os cientistas que estão assinando esse projeto? São da Farsul, da Fiergs ou da indústria da celulose?”. Manuela D'Ávila: "Teremos votações muito mais tensas do que esta ainda este ano. Desse jeito, na votação do pacote, essa situação ficará insustentável”. (Foto: Guilherme Santos/Sul21) Manuela D’Ávila: “Teremos votações muito mais tensas do que esta ainda este ano. Desse jeito, na votação do pacote, essa situação ficará insustentável”. (Foto: Guilherme Santos/Sul21) Após a votação tumultuada do projeto que alterou o regramento para a silvicultura, a sessão ficou interrompida por aproximadamente quarenta minutos. Na retomada, foi aprovado, por 33 votos contra 14, o orçamento do Estado para 2017, que estima a receita total em R$ 62.739.431.383,00. O projeto do orçamento foi aprovado com 44 emendas com parecer favorável da Comissão de Finanças, Planejamento, Fiscalização e Controle. Ao final da sessão, a segurança da Assembleia informou que o spray lançado contra os manifestantes não seria de pimenta (de uso exclusivo da polícia), mas sim de gengibre, o que provocou um comentário irônico de um deles: “Só faltava essa. Gourmetizaram o spray contra manifestantes.” Galeria de imagens Foto: Guilherme Santos/Sul21 Foto: Guilherme Santos/Sul21 Foto: Guilherme Santos/Sul21 Foto: Guilherme Santos/Sul21 Foto: Guilherme Santos/Sul21 Foto: Guilherme Santos/Sul21 Foto: Guilherme Santos/Sul21 Foto: Guilherme Santos/Sul21 Foto: Guilherme Santos/Sul21 Foto: Guilherme Santos/Sul21  Foto: Guilherme Santos/Sul21 Foto: Guilherme Santos/Sul21 Foto: Guilherme Santos/Sul21 Foto: Guilherme Santos/Sul21
0

Repressão-2911-1-300x199O Senado aprovou na noite desta terça-feira (29), em primeiro turno, por 61 votos a 14, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, que prevê o congelamento dos investimentos públicos federais por 20 anos. Os senadores gaúchos Lasier Martins (PDT) e Ana Amélia Lemos (PP) votaram a favor, mas Paulo Paim (PT) registrou voto contrário à chamada PEC da Morte. O segundo turno está previsto para o próximo dia 13 de dezembro. Do lado de fora, na Esplanada dos Ministérios, o protesto realizado por centrais sindicais e movimentos sociais contra a proposta do governo Michel Temer foi duramente reprimido pela Tropa de Choque da Polícia Militar do Distrito Federal. A sessão plenária, que antecedeu a votação, não teve espectadores. O Parlamento fechou as portas para a sociedade. A proposta, que institui o Novo Regime Fiscal, foi apresentada em junho pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e, se for aprovada ainda este ano como pretende o governo, terá tramitado em tempo recorde no Congresso, segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). Os senadores da oposição utilizaram seu tempo de encaminhamento da votação para protestar contra a proibição de que manifestantes pudessem acompanhar os trabalhos no plenário.

Cavalos

Dirigentes da CUT denunciam estado de exceção O 29 de novembro ficará marcado como um dia triste para o Brasil, para uma República que já se mostra “velha, carcomida e policialesca”, como avalia o presidente da CUT, Vagner Freitas. “O cenário de praça de guerra já se manifestava antes mesmo de os manifestantes chegarem a um quilômetro do prédio do Congresso Nacional”, disse. Ele afirmou que não esperava a forma como foram reprimidas as manifestações e acrescentou que o que aconteceu nesta terça-feira lembrou “os idos distantes da ditadura e, mais além, do coronelismo”. “Hoje é um triste dia para o Brasil, para uma República que já se mostra velha, carcomida, policialesca”, avaliou Vagner. “O Congresso é uma expressão da sociedade, e o governo deve entender que o direito de manifestação é algo que faz parte”. E arrematou: “Sou testemunha da violência contra a manifestação, em sua maioria estudantes. O impeachment, a renúncia, a saída do Temer é necessária. Estamos vivendo um estado de exceção”. A secretária das Relações do Trabalho da CUT, Graça Costa, afirmou que o resultado do dia, se mostrou de forma fiel o que acontece hoje no país. “Os trabalhadores mostraram que são capazes de resistir e lutar para manter seus direitos e evitar perda. Temos a votação do 1º turno e sabemos que a manifestação, mesmo reprimida, foi grandiosa. Os vários movimentos sociais já se organizam para a votação durante o segundo turno da proposta. Nossa intenção é deixar claro que vamos reagir.” “Estamos face a face com o estado de exceção”, denunciou o presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, que participou dos protestos em Brasília. “As armas daqueles que se opõem às políticas de inclusão social se apresentaram com extrema violência”, criticou. “Temos que reagir com muita organização social daqui para frente, a fim de ampliar a mobilização para evitar a retirada de direitos sociais, trabalhistas e previdenciários”, apontou Claudir.

Repressão 2911

Golpistas têm medo do povo “Parece-me que têm medo do povo. Vamos para o referendo porque ninguém foi eleito com esse programa. Dilma não foi eleita com esse programa, muito menos Temer. Então, vamos para o referendo. Faça-se uma pesquisa isenta e vamos ver quem está a favor. Esse debate deveria se estender mais, devia não ter essa pressa toda”, disse a senadora Regina Sousa (PT-PI). O senador Lindbergh Farias (PT-RJ), autor de uma emenda de destaque para retirar os setores de educação e saúde do congelamento imposto pela proposta, afirmou que este é o momento da verdade. “Se a base aliada do governo gosta tanto de dizer que a PEC não vai prejudicar estas duas áreas e conquistar nossos argumentos, que são embasados em estudos de especialistas, então que os parlamentares aceitem retirá-las do congelamento de gastos públicos”, disse Lindbergh. Repressão e violência contra manifestantes À tarde, as forças policiais haviam reprimido com dureza as manifestações em Brasília contra a PEC 55. Cavalaria, bombas de gás lacrimogênio, cassetetes, helicópteros à espreita, porrada. O cenário de praça de guerra já se instalava antes mesmo de os manifestantes chegarem a 1 km do prédio do Congresso. Lembrava os tempos de ditadura militar. Os senadores de oposição protestaram contra a repressão e a violência e cobraram referendo para consultar a população. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) defendeu emenda de destaque que pede a realização de um referendo, para que o povo brasileiro seja consultado nas urnas se concorda com a medida imposta pela PEC. “Os parlamentares ligados ao governo dizem que a população é favorável a um maior rigor fiscal. Então, que possamos consultar a população”, destacou a senadora. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) lembrou que a proposta vai mudar o destino do país pelos próximos anos e falou do aumento da população até 2036, previsto para ser de 21 milhões de pessoas a mais. “Estes dados são do IBGE e é claro que um aumento populacional dessa ordem implicará maior demanda por gasto social e de assistência. A votação dessa PEC é o mesmo que um atestado de falta de planejamento do governo com o futuro do país”, afirmou.

Repressão 2911 2

Paim diz que PEC 55 “é um desastre” O senador Paim afirmou que não há como não dar razão à população quanto à revolta contra a classe política. Ele disse que a PEC 55 vai tirar dinheiro de áreas sociais importantes e vai prejudicar investimentos num prazo que vai além do mandato de quem a propõe, o que inviabiliza futuras negociações de outros governos, num contexto diferente do atual. Paim alertou que como se sabe que essa proposta, sozinha, não vai ajustar as contas públicas, o governo e seus apoiadores já defendem a autoconvocação do Congresso Nacional, a partir de 10 de janeiro, para analisar a reforma da previdência “Serão atingidos quem? Saúde, educação, ciência, tecnologia, agricultura familiar, Previdência. A reforma da previdência é tão, tão, tão urgente assim? Não, não é. É porque é de lá que querem tirar o dinheiro para viabilizar o desastre que é a PEC 55″, protestou Paim. Ana Amélia enrola Os senadores da base de Temer defenderam a importância da PEC para o controle das contas públicas e como ferramenta para o crescimento econômico. “Neste último trimestre, às vésperas do Natal, aumentou em mais de 600 mil o número de brasileiros e brasileiras desempregadas, dados do Ipea. Quem é que fez isso para os brasileiros? Quem é que destruiu a Petrobras?”, questionou a senadora Ana Amélia. Segundo ela, “os pobres pagam com inflação alta, os pobres pagam com desemprego. E neste último trimestre, às vésperas do Natal, aumentou em mais de 600 mil o número de brasileiros e brasileiras desempregadas, dados do Ipea. Quem é que fez isso para os brasileiros? Quem é que destruiu a Petrobras? Quem destruiu os fundos de pensão das maiores estatais?” Militantes de extrema-direita infiltrados O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) comentou no Facebook que com “extrema violência, gás e bombas, a Polícia Militar do DF massacrou estudantes que realizavam manifestação, em frente ao Congresso Nacional, contra a PEC 55. Militantes de extrema-direita estavam infiltrados na manifestação, provocando quebra-quebra para causar tumulto e ação da Polícia contra os estudantes”. O vídeo acima mostra o policial afirmando ao deputado Pepe Vargas (PT-RS) que tinha ordem do “comandante” para atacar. O deputado relatou que uma mulher que protestava foi agredida. Já no chão, teve a cabeça chutada por um policial, provocando indignação dos manifestantes. Pimenta disse que parlamentares do PT chegaram ao local para negociar o fim do massacre, mas que as autoridades policiais “não aceitaram qualquer acordo, e continuaram avançado sobre a população”. “Os deputados e deputadas por diversas vezes tentaram fazer um cordão em frente aos policiais, em uma tentativa de proteger os manifestantes”. Pimenta afirmou que tentou intervir de maneira reiterada, pedindo à Polícia o fim dos ataques, do gás e do lançamento de bombas, para que os parlamentares pudessem conversar com os estudantes. Mas, como afirmou um policial, a ordem era “atacar”. “Acredita-se que a ordem de ataque possa ter vindo do Palácio do Planalto, por meio do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, já que a operação que ocorreu nesta tarde em Brasília conteve muita violência, semelhante às ações da Polícia Militar de São Paulo, quando Moraes era secretário de Segurança de Geraldo Alckmin.”

Bombas

Fonte: CUT-RS com informações da Rede Brasil Atual, Agência Brasil e Agência Senado
0