Profissionais premiados no Dia do Arquiteto e Urbanista

17 dezembro 2017

O Sindicato dos Arquitetos do Rio Grande do Sul (Saergs) entregou, nesta sexta-feira (15/12), em Porto Alegre, o Prêmio Arquiteto e Urbanista do Ano Saergs 2017. A premiação, que ocorre no Memorial Luiz Carlos Prestes, a partir das 19h, foi dividida em cinco categorias: Setor Público, Setor Privado, Jovem Arquiteto, Homenagem Póstuma e Homenagem Especial.

O laureado na categoria Setor Público dedica sua vida profissional a ajudar na formação de novos arquitetos. Maurício Couto Polidori atua, desde 1989, como professor titular da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), onde seus objetivos vão além do ensino aos alunos, busca despertar em cada estudante o pensar sobre uma arquitetura mais justa. Polidori é graduado em Arquitetura e Urbanismo pela mesma instituição da qual é docente. Pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, possui especialização em Planejamento Energético e Ambiental, mestrado em Planejamento Urbano e Regional e doutorado em Ciências. O arquiteto e urbanista ainda acumula a função de diretor do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFPel, onde faz uma arquitetura plural, em busca de uma cidade mais democrática e igualitária.

Com sete anos da vida dedicados ao interesse sindical, César Fasoli é lembrado na categoria Homenagem Póstuma. Graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Unisinos, em 1979, Fasoli trabalhou durante 19 anos na Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE). O início de sua dedicação ao sindicalismo foi em 1998, como diretor suplente do Saergs. Logo em seguida alcançou a presidência da entidade. Sua trajetória foi marcada com a luta pela demarcação do espaço do arquiteto, defendendo e valorizando os atributos da profissão e do seu exercício legal, não esquecendo de suas funções sociais. “Era uma pessoa abençoada. Muito diplomático, sincero, ético, honesto, educado e tolerante. Fez e faz muita falta”, destacou Lúcia Maria Banhos Fasoli, viúva do arquiteto. Falecido em 18 de julho de 2005, Fasoli também foi conselheiro do antigo Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-RS).

Há 30 anos no mercado, a  Stemmer Rodrigues Arquitetura, que tem os arquitetos e urbanistas Ingrid Stemmer e Paulo Henrique Rodrigues à frente do escritório, rompe padrões e desenha sua identidade no espaço urbano nacional e internacional. Por seu trabalho, recebe o prêmio na categoria Setor Privado. A empresa gaúcha desenvolve projetos de alto padrão para residências, interiores, condomínios, espaços comerciais e institucionais, evocando a essência da arquitetura e da arte. Durante a atuação do escritório, tanto na arquitetura quanto na incorporação, o foco manteve-se claro na singularidade e no acabamento do elemento construtivo. O escritório conta com uma equipe de arquitetos, engenheiros, estagiários e administrativo com ampla bagagem cultural e capacitação que permite trabalhos únicos.

Em 2016, o edifício Bossa, projeto da Stemer Rodrigues Arquitetura, foi considerado o melhor projeto arquitetônico do Brasil no The International Property Awards. Em 2009, o edifício Positano, também foi premiado. O destaque foi dado pela Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura e pela Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica.

A jovem arquiteta e urbanista Fernanda Guerra se destacou em trabalhos de pesquisa relacionados ao diagnóstico de manifestações patológicas e caracterização de materiais de edificações, com ênfase na caracterização de argamassas e no tema interdisciplinar da biodeterioração. Com isso, Fernanda é a premiada na categoria Jovem Arquiteto no Prêmio Arquiteto e Urbanista do ano Saergs 2017. A profissional graduou-se na Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em 2010. Concluiu seu mestrado em Arquitetura e Urbanismo na mesma universidade, no ano de 2012, e desde 2014 é doutoranda em Engenharia Civil no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil no Núcleo Orientado para Inovação da Edificação da UFRGS.

Fernanda acredita que a preservação dos bens históricos é tema de extrema relevância sob o ponto de vista social, considerando todos os valores culturais, históricos, artísticos e de memória. “A matéria que constitui estas edificações é a representação física de todos estes valores, sendo esta o instrumento de atuação do profissional que visa sua preservação”, comenta Fernanda.

O experiente arquiteto e professor Alberto Ovídeo Brizolara Corrales, 81 anos, dedicou parte de sua história para o ensino de novos arquitetos, o que lhe rendeu o prêmio na categoria Homenagem Especial. No total, foram 20 anos como professor da pós-graduação e da graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Corrales tem graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidad de La República, de Montevidéu, no Uruguai. Durante quatro anos, entre 1968 e 1972, se especializou em Paris e em Madrid, sendo os dois primeiros anos na cidade francesa e o restante na Espanha. Brizolara ainda tem diversos projetos e obras em cerâmica armada espalhados entre Brasil e Uruguai. Durante seu período como professor da UFRGS, foi co-fundador do Núcleo Orientado para a Inovação na Edificação (NORIE), muito importante no desenvolvimento acadêmico dos alunos do curso de arquitetura.

 

© SAERGS · Por Aldeia