Projeto Morar Sustentável, no Assentamento 20 de Novembro, tem início em Porto Alegre

07 junho 2018

Projeto Morar Sustentável, no Assentamento 20 de Novembro, tem início em Porto Alegre

Mais um passo foi dado para concretizar o projeto de sustentabilidade ambiental do Assentamento 20 de Novembro, em Porto Alegre (RS). O plano que prevê o diagnóstico para definir as intervenções de sustentabilidade ambiental e social na área foi assinado nesta terça-feira (5/6), no Assentamento, no 4º Distrito da Capital (Barros Cassal quase esquina com Av. Farrapos). O encontro contou com a presença de representantes do Sindicato dos Arquitetos no Estado do Rio Grande do Sul (Saergs), do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM), da CONAM (Confederação Nacional das Associações de Moradores), do Escritório AH – Arquitetura Humana, do arquiteto e urbanista Márcio D’Ávila, que será o responsável técnico pela condução dos trabalhos, além de moradores do assentamento.

Por meio do projeto Morar Sustentável, iniciativa do Saergs com patrocínio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do RS (CAU/RS), serão analisadas e apresentadas às famílias que moram no local, propostas de tecnologias e soluções sustentáveis que possam ser incorporadas aos projetos em desenvolvimento para o assentamento. Também estão previstas vistorias e visitas técnicas para elaborar de forma conjunta a proposta final. Para a presidente do Sindicato, Maria Teresa Peres de Souza, o recurso disponibilizado pelo Conselho é uma das poucas alternativas existentes, neste momento, voltadas à assistência técnica em habitação de interesse social (ATHIS) e, por isso, é imprescindível aproveitar a oportunidade. “Ficamos muito contentes de poder participar e contribuir dentro do que é possível para o sindicato. Ações como esta são importantes para mostrarmos alternativas possíveis de assistência técnica”, afirmou.

Para desenvolver esta etapa do projeto em 45 dias, que é tempo estipulado pelo cronograma, a participação dos moradores é essencial, explicou Márcio D’Ávila, professor da disciplina de Fundamentos da Arquitetura Sustentável da PUCRS. “Esse é o papel social do arquiteto. Sempre me envolvi com esse tema, e chega um momento que os nossos caminhos se cruzam”, pontuou, referindo-se aos profissionais e aos atores sociais da luta pela moradia. O método de trabalho, explica ele, visa abranger os contextos sociais, econômicos e ambientais dos moradores do assentamento, que construirão conjuntamente as estratégias do projeto.

De acordo com a beneficiária e coordenadora do MNLM, Ceniriani Vargas da Silva, as expectativas para o início das obras de revitalização do assentamento são grandes. “Não é só um projeto arquitetônico ou de sustentabilidade ambiental. É uma luta de muitos anos”, disse Ceniriani, que destacou o contexto político que o país está vivendo, o que torna a conquista ainda mais significativa. “A gente fica muito satisfeito de ter uma equipe técnica pra concretizar o nosso sonho”, finalizou.

Foto: Vitorya Paulo

Foto: Vitorya Paulo

© SAERGS · Por Aldeia