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Um choque de realidade sacudiu o então estudante de Arquitetura e Urbanismo Cassius Baumgarten e o levou a repensar sua função como profissional antes mesmo de sair da faculdade.  Foi durante uma atividade de extensão da disciplina de habitação e interesse social na Universidade Católica de Pelotas (UCPel) que Cassius se defrontou com a realidade – e a precariedade habitacional – das condições de vida de moradores de uma comunidade em Pelotas.  Ele ainda cursava o 6° semestre, mas foi quando decidiu que sua atuação como arquiteto seria voltada à habitação de interesse social.

Na saída a campo dentro do projeto de extensão do curso, que ocorria aos sábados, a turma tinha como atividade construir uma biblioteca comunitária em um assentamento irregular. “Enquanto carregávamos o aterro para a área onde seria construída a biblioteca, as crianças da comunidade pegavam seus baldinhos para nos ajudar. Essa atitude me marcou muito, vi in loco as condições habitacionais daquelas famílias e, a partir daquela experiência, os questionamentos sobre minha atuação como arquiteto e urbanista começaram a surgir”, relata.

E foi quando ainda cursava Arquitetura e Urbanismo em Pelotas, sua cidade natal, que Cassius projetou a primeira unidade habitacional de baixo custo para famílias carentes, tudo fruto da sensibilização com as condições de vida com as quais se deparou na atividade de campo. “Saí de lá pensando em como resolver o problema daquelas crianças. Foi quando idealizei o projeto da Casa Pallet, com custo acessível e montada com pallets descartados de uma indústria na qual eu trabalhava na época”, conta.  O projeto se constituiu em uma forma alternativa de ofertar moradia às famílias e também sustentável, já que a construção utilizava materiais como embalagens tetra pak, garrafas pet e pneus, por exemplo. A primeira casa foi ocupada por uma família formada por sete crianças órfãs – que na época ficou conhecida como a Casa das 7 Meninas.  O custo da Casa Pallet foi de R$ 5 mil apenas em função do banheiro de alvenaria, caso contrário, o valor teria sido praticamente zero, uma vez que o material utilizado foi fruto de reutilização.

Formado no final de 2013, Cassius seguiu pensando em como ajudar as famílias carentes de habitação em áreas da periferia de Pelotas. Hoje, aos 39 anos, como servidor público da Prefeitura de Pelotas, suas ideias ganham visibilidade ainda maior com o seu mais novo projeto, o Casa Prisma, considerado uma evolução da Casa Pallet e pensado para se tornar um projeto de habitação inserido como uma política pública para as cidades. A habitação é de módulo único e formado por piso, parede e cobertura. De acordo com o arquiteto e urbanista, a Casa Prisma foi elaborada para ser de fácil montagem, sem a necessidade de mão de obra especializada. “O projeto que é fruto de um design de uma política habitacional que foi desenhado para se tornar parte de uma política pública, apesar de ser uma ação minha, foi criado para que gestões municipais atendam a mais famílias”, afirma. Aqui, vale ressaltar que o custo da Casa Prisma, de R$ 8 a 10 mil por unidade, foi capitaneado por ele mesmo e alguns parceiros.

A primeira Casa Prisma foi erguida em dezembro de 2016, no bairro São Gonçalo, e contemplou uma família que teve sua casa incendiada.  A segunda, em dezembro de 2020, também é considerada uma evolução da primeira, tem sua construção de forma mais rápida, em torno de 50 dias, com capacidade de escalabilidade, com a mão de obra de duas pessoas apenas.

Novamente, a escolha da família que seria contemplada com a segunda Casa Prisma seguiu os critérios da prefeitura, dentro do Pacto Pelotas pela Paz. O Pacto Pelotas pela Paz é uma política pública de segurança onde possui um programa chamado ‘Cada Jovem Conta’, onde foram mapeadas 200 crianças com histórico de déficit escolar.  Dentro desse trabalho realizado por assistentes sociais, foram diagnosticadas 13 crianças com relatos de evasão por conta de problemas ligados à moradia precária que impediam a permanência dos jovens na escola. “Foi aí que chegamos à família de um menino chamado Samuel, que não ia mais à escola porque sofria bullying dos colegas, pois ia sempre sujo e mal cheiroso.” O motivo? Sua casa não possui banheiro. “Quando chegamos lá, vimos que não era só o banheiro que faltava, mas sim uma casa adequada. Eles viviam em um cômodo, amontoados sobre um colchão de casal. Esta ação se deu independentemente da gestão pública, pelo fato de a gestão não possuir serviços que contemplem essas demandas habitacionais. Assim, atendemos às necessidades do Samuel e de sua família”, conta Cassius.

Casa Prisma é habitação de baixo custo desenhada para se tornar modelo de politica publico em gestões municipais

O projeto da Casa Prisma tem dois grandes diferenciais: conta com trabalho técnico social antes, durante e pós-ocupação, e a moradia não se resume apenas à entrega do espaço físico. “O projeto é baseado nos sete elementos que sustentam a moradia adequada, que são a segurança jurídica da posse, habitabilidade, infraestrutura básica, economicidade, acessibilidade, adequação cultural e localização”, pontua Cassius.

O trabalho social, por sua vez, acontece desde o início do projeto, com a identificação das necessidades das famílias, com o trabalho de apoio durante a ocupação, educação para uso da moradia e se estende no pós-ocupação, fase em que é visto se a moradia precisa de algum ajuste para que atenda novas necessidades.

Até agora, o pensar e projetar de Cassius Baumgarten voltado à moradia popular em Pelotas levantou 4 casas, sendo duas no formato Casa Prisma. A divulgação recente da segunda unidade da Prisma ganhou visibilidade nacional a partir da transmissão por uma rede de televisão. Bastou para que a prefeitura de Pelotas e gestores de outras cidades (Capão do Leão, Tavares, Jaguarão, Entre-Ijuís e Santa Rosa) se interessassem pelo seu projeto – abrindo caminho para o tão sonhado plano profissional traçado lá atrás; o de trabalhar com habitação de interesse social e, mais do que isso, desenhar uma política pública habitacional para os municípios que não se resuma a apenas uma família contemplada diante do gargalo habitacional presente na maioria das cidades brasileiras. “Hoje me vejo desenhando política pública habitacional”, finaliza o arquiteto e urbanista.

Fotos: Rodrigo Chagas

 

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Prezados integrantes do Conselho de Representantes da FNA,

Esperamos que tenham iniciado bem o ano, com Saúde e Força para a Luta em 2021.

A Diretoria Executiva da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) convoca os integrantes do Conselho de Representantes, Conselho Consultivo e Conselho Fiscal para a primeira reunião do ano, a ser realizada no dia 26 de janeiro (terça-feira), às 20h (horário de Brasília). O encontro ocorrerá de forma virtual pelo aplicativo Google Meet.

Na ocasião, serão tratados os seguintes temas:

  1. a) Informes e atualização das representações nos grupos temáticos. Proposta de prorrogação do apoio aos sindicatos com planejamento até 31/7/2021.
  2. b) Agenda 2021 FNA e Sindicatos – reuniões, atividades de formação e debates.
  3. c) Campanha para sustentabilidade dos sindicatos 2021 – valores base para CSU (proposta de manutenção dos valores 2020) e mobilização pela taxa associativa aos sindicatos.

 

Solicitamos confirmar participação até 26/01/2021 pelo e-mail presidente@fna.org.br ou pelo grupo do Conselho de Representantes no WhatsApp.

Contamos com a presença e colaboração de todos.

Cordialmente,

Eleonora Mascia

Presidente da FNA

Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas

Gestão 2019-2021 – A luta é todo dia!

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O Senac em Minas e o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) lançaram o concurso público nacional de anteprojeto de arquitetura para seleção da melhor proposta de requalificação do complexo de edifícios da unidade central de Belo Horizonte (blocos 1 e 2). Os espaços foram construídos na década de 1970 na rua Tupinambás, no Hipercentro da capital mineira, e totalizam 10.125,75 m² de área construída. Atualmente, a unidade comporta quase 1,5 mil alunos por turno.

As bases do edital estão disponíveis no site www.concursoarquiteturasenacbh.com.br e as inscrições podem ser realizadas até o dia 2 de fevereiro de 2021. Podem participar profissionais, individualmente ou na qualidade de responsável técnico de sociedade/empresa, de prestação de serviços de arquitetura e urbanismo. Essa é a primeira vez que o Senac em Minas lança edital, na modalidade de concurso, para requalificação arquitetônica.

Tendo em vista o potencial do complexo predial, será selecionada a melhor proposta que, sem abrir mão de sua contemporaneidade e agregando novos valores, seja capaz de dialogar com os contextos histórico e cultural nos quais a unidade está inserida, respeitando a configuração espacial urbana e arquitetônica do Hipercentro de Belo Horizonte. Entre os desafios de melhoria das infraestruturas interna e externa, o programa arquitetônico deve contemplar os ambientes educacionais do local: cozinhas didáticas, laboratórios, salas de aula, estúdio, entre outros. Com a reforma, a capacidade de atendimento da unidade passará para quase 2 mil alunos por turno.

Além da atualização geral das instalações da unidade, o retrofit também visa propiciar, por meio da arquitetura, dos mobiliários e dos espaços, o conceito de anytime, anywhere learning (“a qualquer hora, em qualquer lugar, aprendendo”, em livre tradução). A biblioteca, o restaurante e o bar, sendo espaços de acesso livre ao público, serão o elo do cidadão do entorno ao espaço interior do Senac, de forma natural.

“Buscamos um novo espaço que reflita as características do Modelo Pedagógico Senac (MPS). Nossa metodologia de ensino coloca os alunos como protagonistas do aprendizado, estimulando  o  domínio técnico-científico e a visão crítica, mas também as atitudes empreendedoras, sustentáveis e colaborativas”, ressalta Ivanil Costa, arquiteto do Senac. “Queremos ampliar o acesso daqueles que transitam pela região, sendo uma referência arquitetônica no processo de revitalização do Centro da capital”, complementa Maurici Pizzi Máximo, também arquiteto da instituição.

A arquiteta e coordenadora do concurso pelo IAB, Claudia Pires, avalia a importância de uma iniciativa dessa magnitude. “Esse concurso é especial para o IAB, pois está sendo realizado dentro de uma capital icônica, como Belo Horizonte, um Centro histórico moderno projetado. Tal iniciativa se apresenta enquanto uma referência para a implantação de uma política de reabilitação de Centros Históricos Consolidados; a requalificação de edifícios para grandes equipamentos culturais é uma das diretrizes do IAB. Teremos a oportunidade de implantar um projeto à luz do Novo Plano Diretor de BH e isso servirá de exemplo”, afirma.

O primeiro colocado receberá R$ 70 mil; o segundo, R$ 30 mil e o terceiro, R$ 20 mil. Os responsáveis pelo anteprojeto vencedor vão desenvolver os respectivos projetos executivo de arquitetura, complementares, além da aprovação do projeto legal. O concurso tem previsão de finalização em maio de 2021.

Saiba mais aqui

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O Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU) se manifesta, em nota técnica, contrário à Resolução CGSIM nº 64, de 11 de dezembro de 2020, do Ministério da Economia, que “versa sobre a classificação de risco no direito urbanístico” e impacta diretamente na gestão municipal no que concerne ao licenciamento urbano. A nota também é assinada por Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), BR Cidades, Fórum Nacional de Reforma Urbana (FNRU), Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA) e Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ).

Trata-se de ato administrativo normativo extenso, que pretende submeter o direito urbanístico a uma classificação de risco que, em conformidade com o princípio da liberdade econômica, permita uma flexibilização do licenciamento urbanístico nas cidades brasileiras.

>> Leia a nota na íntegra << 

Com informações do Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU)

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Após três audiências emergenciais realizadas com a prefeitura do Rio de Janeiro, solicitadas pela vereadora Tainá de Paula (PT), as famílias desabrigadas pelo incêndio na Ocupação Unidos Venceremos ganharam a promessa de que serão encaminhadas para o aluguel social, uma demanda da comunidade que logo nas primeiras horas após o incêndio foram encaminhadas para um galpão próximo ao local sem a minha infraestrutura básica, considerando ainda a necessidade de distanciamento social por conta da Covid-19.

As audiências solicitadas pelo gabinete da arquiteta e urbanista Tainá de Paula tiveram a participação do vice-prefeito e secretário de Habitação da cidade, Nilton Caldera. De acordo com Tainá, o aluguel social foi uma conquista, mas a promessa precisa ser acompanhada uma vez que ainda não saiu do papel. A vereadora presenciou as condições insalubres das acomodações ofertadas pelo poder público e pressionou para que o pedido dos moradores pelo aluguel social fosse atendido.

A Unidos Venceremos em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, concentra cerca de 1.000 famílias e, com a tragédia no último dia 14/01, 250 ficaram desabrigadas. Em contato com líderes da comunidade, Tainá reportou que a situação das famílias era dramática, muitas formadas por idosos, crianças, gestantes e pessoas com necessidades especiais.

Foto: Reprodução Instagram e Tainá de Paula

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As cidades são o locus do convívio no espaço público e do exercício da política, com seus bairros, ruas, praças, parques, avenidas, locais da vida em comunidade. No entanto, em momentos como este da pandemia do coronavírus, em que a vida é posta à prova por uma ameaça maior, o senso de coletividade precisa sobressair. Frente ao colapso no sistema de saúde vivido neste janeiro de 2021 no Amazonas, as entidades representativas de Arquitetura e Urbanismo dirigem-se à população brasileira e, em especial, aos órgãos governamentais responsáveis pelo sistema de saúde, conclamando o que segue:

– Se a circulação é uma ameaça à vida, é urgente assegurar o máximo isolamento social possível. Para tanto, é essencial disponibilizar as condições para a ampliação do período de lockdown nas ruas de Manaus (AM), com determinação oficial do governo e apoio da população para a efetividade da medida. É primordial a fiscalização e o controle sobre aglomerações e eventos não autorizados, mantendo apenas as atividades essenciais em funcionamento.

– Defendemos a suspensão integral de qualquer procedimento de reintegração de posse ou despejo que resulte em exposição de cidadãos e/ou comunidades em situação de fragilidade social ou econômica.

– Como medida de prevenção, sugerimos a instalação de unidades emergenciais de higienização e controle de saúde nas áreas mais vulneráveis e zonas ribeirinhas, oferecendo diagnóstico e tratamento precoce da Covid-19. Em havendo a necessidade de sair à rua, é essencial que se exija o uso de máscaras e de álcool gel, disponível em todo e qualquer ambiente coletivo.

– É fundamental que toda estrutura pública de saúde seja preparada para o atendimento integral aos pacientes que necessitem de internação para tratamento da Covid-19. Não é admissível a falta de insumos como oxigênio e medicação destinada aos procedimentos de UTI, o que deve ser tratado com prioridade máxima na situação de pandemia. Por isso, defendemos a extinção de medidas como o teto dos gastos para saúde pública e a privatização da saúde.

– Por fim, conclamamos todos os esforços necessários para que seja iniciada imediatamente a vacinação ampla contra a Covid-19, em campanha pública nacional para toda população brasileira. Apenas a vacinação em massa poderá deter a circulação epidêmica do coronavírus e cessar as mortes, que já ultrapassam a marca de 208 mil vidas perdidas.

15 de janeiro de 2021

Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Amazonas (SINDARQ/AM)

Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA)

Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) – AM e DN

AsBEA/AM

Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFAM

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A nova gestão do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) tomou como sua primeira decisão a suspensão do reajuste de Anuidade, RRT e outras taxas aplicadas em 2021. Dessa forma, os valores integrais das taxas devidas ao CAU voltam a ser os mesmos do ano passado. Os valores da Anuidade e do RRT, bem como a forma de reajuste, são definidos pela Lei 12.378/2010, que regula o exercício da Arquitetura e Urbanismo no Brasil.

A proposta de cancelamento do reajuste foi feita por meio de diversos CAU/UF que enviaram ofícios ao CAU/BR, alertando para a necessidade de medidas em face da crise econômica, social e sanitária causada pela pandemia de covid-19. A pauta foi acolhida pelos novos conselheiros do CAU/BR durante a 108ª Reunião Plenária Ordinária, realizada nesta sexta-feira (15/01).

“O clamor precisa ser respondido, precisamos dar essa resposta aos profissionais neste cenário emergencial de crise sanitária”, afirmou a presidente do CAU/BR, Nadia Somekh. O novo valor da Anuidade 2021 estará disponível no SICCAU a partir de segunda-feira (18/01) para quem ainda não efetuou o pagamento à vista. Profissionais e empresas que já optaram pelo parcelamento deverão refazer o procedimento para baixar os boletos com o valor menor. Os que já efetuaram o pagamento à vista serão compensados ou ressarcidos.

Mais descontos para os arquitetos

Estão mantidos, ainda, os novos descontos previstos pela Resolução CAU/BR Nº 193, além daqueles previstos pela Lei 12. 378/2010 (50% para profissionais com menos de 2 anos ou mais de 30 anos de formado). No caso dos RRT e das taxas de emissão de carteira profissional, os novos valores já estarão disponíveis no SICCAU tão logo a deliberação seja publicada. Veja abaixo os descontos criados para a Anuidade 2021 pela Resolução Nº 193/2020:

a) 30% para arquitetos e urbanistas que tenham entre 2 e 3 anos de formados;
b) 20% para arquitetos e urbanistas que tenham entre 3 e 4 anos de formados; e
c) 10% para arquitetos e urbanistas que tenham entre 4 e 5 anos de formados.
d) Até 90% de desconto na anuidade do CAU para pessoas jurídicas.

Outras novidades para a Anuidade 2021 são a ampliação de cinco para seis do número de parcelas das anuidades, tanto para o registro de profissionais quanto de empresas; separação dos vencimentos das anuidades de pessoa física e jurídica e menor multa de mora nos casos de débitos. Para conhecer todos os descontos e prazos para a Anuidade 2021, clique aqui.

Mais descontos e mais prazos

Arquitetos e urbanistas devem ficar atentos aos prazos de descontos da Anuidade 2021. Além dos descontos já mencionados, há desconto de 10% para o pagamento à vista em janeiro e 5% para pagamento à vista em fevereiro. A Anuidade 2021 de pessoas físicas e jurídicas também poderá ser parcelada em até 6 vezes, em datas diferentes.

Profissionais podem parcelar a Anuidade 2021 de janeiro a junho, enquanto as empresas podem parcelar de julho a dezembro. Assim, arquitetos e urbanistas sócios de empresas podem parcelar sua anuidade de pessoa física nos primeiros seis meses do ano e a anuidade de pessoa jurídica no último semestre, se assim desejarem.

Com informações do CAU/BR

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Elas já são maioria no universo de profissionais de Arquitetura e Urbanismo no Brasil – 64% segundo Censo do CAU –  e, agora, as mulheres ganham representatividade cada vez maior ao assumirem o comando de importantes entidades que atuam na área.  A presença feminina em organizações de classe nunca foi tão consistente e, cada vez mais, elas estão na linha de frente protagonizando lutas sociais, profissionais, educacionais e tantas outras que fazem parte do dia a dia da profissão. O movimento que reflete a realidade da profissão foi sentido com bastante ênfase em outubro passado logo após os resultados das eleições do CAU. Na escolha dos conselheiros estaduais e federais titulares para a gestão 2021/2023, 210 mulheres (51%) foram eleitas para ocupar as 411 cadeiras disponíveis.

A eleição de Nadia Somekh nesta quinta-feira (14) para a presidência do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) consolida esse movimento que já tem mulheres à frente de outras cinco importantes organizações que representam arquitetos e urbanistas, estudantes e a atividade profissional como um todo. Nadia, de São Paulo, será a primeira liderança feminina à frente do CAU/BR, criado em dezembro de 2011. Ela foi eleita por maioria entre os 28 conselheiros federais aptos ao voto e estará comandando a gestão 2021-2023.  Nadia Somekh é professora emérita da Universidade Presbiteriana Mackenzie e também tem trajetória na carreira pública. Trabalhou na Secretaria Municipal de Planejamento de São Paulo durante 16 anos e, entre 2002 e 2004, esteve à frente da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) na capital. Também foi eleita presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Cultura e Ambiental da Cidade de São Paulo (CONPRESP) em 2013.

Em 2020 outras duas organizações de cunho nacional tiveram profissionais mulheres assumindo gestões.  Em agosto passado, a arquiteta e urbanista de Belo Horizonte Maria Elisa Baptista foi escolhida a primeira mulher a presidir o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) desde a sua fundação, em 1921. Ex-conselheira federal do CAU/BR por Minas Gerais, Maria Elisa Baptista é doutora em Urbanismo pelo PROURB-UFRJ (2011), mestre em Arquitetura e Urbanismo (2000) e graduada em Arquitetura e Urbanismo (1977) pela Universidade Federal de Minas Gerais. É professora-adjunto nível IV, e foi coordenadora do Curso e Chefe do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Arquitetura, atuando principalmente nos temas projeto de arquitetura, espaço público, reabilitação urbana e ensino.

No início do ano, a luta pelos direitos dos profissionais arquitetos e urbanistas, o fomento à presença do profissional arquiteto e urbanista em outras frentes de atuação e um trabalho permanente pela redução das desigualdades sociais ganhou mais uma liderança feminina. Foi quando a arquiteta e urbanista gaúcha Eleonora Mascia tomou posse na presidência da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) para a gestão que se estende até 2022. Nos 41 anos da FNA, Eleonora se tornou a segunda mulher a presidir a entidade que representa os sindicatos de arquitetos e urbanistas de todo o país.  O feito ocorreu após 30 de liderança pela arquiteta e urbanista Valeska Peres Pinto.

Em outra frente, a Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA) tem como presidente na gestão 2020/2021 a arquiteta e urbanista Ana Maria Reis de Goes Monteiro, que vem comandando a organização com foco constante em pautas como a capacitação de docentes e coordenadores de curso, a promoção do debate sobre o ensino a distância, a implantação da extensão, a acreditação de cursos, a ATHIS, dentre outros temas afins.  A Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP) também tem na sua presidência nacional outra importante referência feminina na área, a arquiteta e urbanista, professora doutora no Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, (IAU – USP) e no Programa de Pós Graduação (IAU – USP), Luciana Schenk.

Para fechar, a arquiteta e urbanista pela Universidade Feevale, Francieli Schallenberger compõe desde 2018 a diretoria nacional da Federação Nacional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (FeNEA), em sua segunda gestão como parte da Diretoria Geral. Durante o curso, fez parte de projetos de extensão relacionados a questões de moradia em áreas vulneráveis, e integrou a gestão do Diretório Acadêmico.

 

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A arquiteta e urbanista Nadia Somekh, de São Paulo, foi eleita nesta quinta-feira (14/01) presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) para o triênio 2021-2023. É a primeira vez que uma mulher ocupa o cargo.

A escolha se deu, por votação secreta, entre os 28 conselheiros federais titulares. A arquiteta obteve 19 votos. Suas propostas para o CAU/BR foram apresentadas na reunião: enfrentar junto à sociedade os desafios da crise econômica e do trabalho, com atenção à diversidade; apoiar diversas formas de empreendedorismo, cooperativismo e qualificação dos escritórios; diminuir a vulnerabilidade das moradias por meio do programa “Mais Arquitetos”; estimular programas inovadores a exemplo do CAU Educa; e sensibilizar a população quanto à importância da Arquitetura e Urbanismo, aproveitando a realização do 27º Congresso Mundial de Arquitetos (UIA2021RIO).

Nadia Somekh se propõe ainda, de forma “democrática e participativa”, buscar a coesão das ações do conjunto autárquico do CAU (CAU/BR mais CAU/UFs) e das demais entidades do CEAU (Colegiado das Entidades Nacionais de Arquitetos e Urbanistas do Brasil): ABAP, ABEA, AsBEA, FNA, IAB e FeNEA..

Também concorreram ao cargo os conselheiros Matozalém Santana, do Tocantins, e Marcelo Rodrigues, do Maranhão. Eles receberam nove e zero votos, respectivamente.

Nadia Somekh é professora emérita da FAU-Mackenzie, doutora pela FAU-USP. Recebeu em agosto de 2018 do ministério da Educação Nacional do Ensino Superior e da Pesquisa da Republica Francesa a Palma Acadêmica sendo nomeada “Chevalier dans Ordre des Palmes Academiques”; Foi presidente do CONPRESP e diretora do Departamento do Patrimônio Histórico da Prefeitura de São Paulo 2013 a 2016,quando concebeu a Jornada do Patrimônio na cidade de SP em 2015. Foi presidente da EMURB 2002 A 2004 e secretária de Desenvolvimento Econômico de Santo André 200 a 2202, entre outros cargos públicos. Foi Diretora da FAU Mackenzie 2005 a 2009 e coordenou a estruturação do programa de pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie. Foi Conselheira da UIA (União Internacional de Arquitetos 2008/2017) é conselheira do IAB, foi eleita Conselheira Federal pelo CAU para o triênio 2018/2020 e reeleita para o triênio 2021-2023. Professora convidada do IUP (Institut d Urbanisme de Paris) e da Universidade de Cergy Pontoise. É autora de “A Cidade Vertical e o Urbanismo Modernizador”, entre outros livros e artigos, pesquisa verticalização das cidades brasileiras e projetos urbanos e Patrimônio Histórico na metrópole contemporânea.

Propostas para a gestão 2021-2023

A nova gestão pretende ainda fortalecer as ações institucionais e parlamentares e a articulação política, definindo as pautas do CAU em defesa dos interesses da profissão; e pleitear eficiência e transparência nos processos de licenciamento por parte dos órgãos públicos, valorizando a responsabilidade técnica, o direito autoral e reduzindo a burocracia. Deverão ser criados novos mecanismos para ampla participação dos arquitetos e urbanistas em processos decisórios do CAU/BR.

Na área de ensino e formação, objetivo é dialogar com o Ministério da Educação, em favor da qualidade de ensino e de condições de oferta e financiamento distribuídas de modo mais equilibrado no território nacional; além de enfrentar a questão premente do Ensino à Distância e a questão dos estágios no processo de formação e de prática profissional.

No plano interno, uma das prioridades é atualizar com urgência as bases de tecnologia, entre elas o SICCAU (Sistema de Informação e Comunicação do CAU).

Processo eleitoral

Este ano, em razão da pandemia da Covid-19, a 108ª Reunião Plenária Ordinária, em que se deu a eleição, foi realizada de forma híbrida, ou seja, alguns conselheiros federais estiveram presentes na sede do CAU/BR em Brasília, outros participaram de forma virtual.

Um sistema eletrônico permitiu a realização concomitante da votação dos presentes e dos participantes online. A reunião foi transmitida ao vivo e a gravação está disponível no canal do YouTube do CAU/BR (youtube.com/oficialcaubr).

Com informações da Assessoria de Comunicação Social do CAU/BR
Foto em destaque: Israel de Lima Rodrigues/ Divulgação CAU/BR

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Os 28 conselheiros federais do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU) estão escolhendo hoje (14/1) o nome de quem irá ocupar à presidência do CAU/BR para os próximos três anos. A eleição iniciada às 9h se estende até às 18h, de forma secreta. Um sistema eletrônico está permitindo a realização concomitante da votação dos conselheiros presentes na sede do CAU/BR em Brasília e dos que vão participar online, por meio de videoconferência.

O pleito ocorre concomitante a 108° Reunião plenária do CAU/BR, a primeira dessa nova gestão, com a participação dos novos conselheiros escolhidos pelo voto direto dos arquitetos e urbanistas de todo o Brasil, em votação ocorrida no dia 15 de outubro de 2020.

Ainda hoje, serão escolhidas as composições das Comissões Ordinárias e Especiais do CAU/BR. São cinco Comissões Ordinárias: Ensino e Formação (CEF), Ética e Disciplina (CED), Exercício Profissional (CEP), Organização e Administração (COA) e de Planejamento e Finanças (CPFi). Já as Comissões Especiais são: Política Profissional (CPP), Política Urbana e Ambiental (CPUA) e Relações Internacionais (CRI), assim como os membros da Comissão Eleitoral Nacional (CEN).

Na agenda, haverá ainda a posse conselheiro suplente pelo Estado de Roraima, Luiz Afonso Maciel de Melo, e da conselheira suplente pelo Estado de São Paulo, Helena Aparecida.

Assista ao vivo pelo canal do YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=W8STw61DR3Y

Foto: Wildpixel / Istock

 

 

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