SEARCH
Your address will show here 12 34 56 78

De acordo com a Fundação João Pinheiro, existem mais de 25 milhões de moradias inadequados no Brasil – 40% do estoque de domicílios do país. É nesse contexto que a Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS) é vista como a base para o combate ao déficit habitacional brasileiros e seu debate frente à gestão pública é um caminho.

A ideia, defendida pelo Secretário de Políticas Públicas da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), Patryck Carvalho, foi o que norteou o debate “Agir Local: Assistência Técnica para o Desenvolvimento Sócio-territorial”, o primeiro da série de eventos promovidos pela FNA em preparação para a Conferência Popular pelo Direito à Cidade. O debate, que contou com a parceria com o BrCidades e o IAB Nacional, foi realizado na noite desta terça-feira (03/05), de forma online.

Palestraram na mesa o representante do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e do Instituto Território, Flávio Tavares, a coordenadora do Projeto T.A.B.A., Karla Moroso, a gerente de Planejamento Habitacional da Prefeitura de Juiz de Fora (MG), Ana Paula Luz, e o diretor do Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas de Santa Catarina (SASC) Flávio Alípio. Representantes de inúmeras entidades e movimentos sociais pelo direito à moradia também participaram do encontro, que abriu espaço para discussão e troca de ideias.

O objetivo do evento era debater a importância da Assistência Técnica e avaliar projetos bem-sucedidos implementados no país. “A ATHIS é uma política revolucionária porque ela chega na base, onde as pessoas estão. Por isso, é de extrema importância que possamos expandir esse trabalho”, afirmou Tavares. O profissional é o autor do livro “Agir Local: gestão territorial e democracia – uma experiência em Conde/Paraíba-Brasil”, que conseguiu executar projetos de habitação popular no município nordestino através da participação popular. Os desafios de implementação também foram tópicos da discussão. Karla afirmou que é “importante deixar claro que para a lei de assistência técnica se materializar ela precisa acontecer enquanto política pública ou em diálogo”.

Ana Paula compartilhou os desafios enfrentados à frente da implementação dos primeiros projetos de assistência técnica no município. “Temos trabalhado no fortalecimento da gestão das políticas habitacionais dentro de Juiz de Fora e, também, na revisão do Plano de Habitação, que não tem uma atualização desde 2007”. Alípio dividiu a experiência, não tão distante da realidade mineira, do SASC com a ATHIS dentro dos municípios catarinenses. “A realidade dessas famílias é muito precária. Coisas básicas, como o tratamento de esgoto e um banheiro ligado à rede não existem nessas suas casas. Então nosso trabalho inicial foi focado em tentar resolver essas demandas mais urgente”, explicou.

O encontro promovido pela FNA integra a programação preparatória da Conferência Popular pelo Direito à Cidade, que acontece nos dias 03, 04 e 05 de junho de 2022, em São Paulo. No próximo dia 06/05, às 19h, acontece o segundo evento com o tema ‘ATHIS para o Direito à Cidade e à Moradia’. A realização será através da plataforma Zoom e pode ser acessada pelo link: https://us06web.zoom.us/j/86012483513?pwd=K09XT2Q0emtzdFdPVHdrOWpIcElHZz09

The post ATHIS como política pública local é o caminho para combater os problemas habitacionais do país appeared first on FNA.

0

A Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) lamenta o falecimento de Antonio Carlos Campelo Costa ocorrido nesta terça-feira (03/05), em Fortaleza (CE). O profissional, formado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), foi presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB/DN), durante os anos de 1985 até 1986, e vice-presidente do IAB/CE. É autor de inúmeros projetos e obras arquitetônicas na capital cearense e também atuou na requalificação urbana de sítios históricos tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Nascido em 1939, em Pernambuco, o profissional ainda recebeu os prêmios Salões de Abril de 1966, 1967 e 1968 e sempre foi reconhecido pelo seu trabalho no campo das artes plásticas. Aos 80 anos, Campelo realizou a exposição “Arquitetura e Cidade”, com curadoria de Roberto Galvão, reunindo cerca de 40 desenhos que marcaram o olhar do arquiteto em sua passagem por várias cidades, como Paris, Nova York, Roma, Milão, Amsterdam, Lisboa, Porto, São Paulo, Olinda, Igarassu, Fortaleza, Sobral, entre outras.

A FNA manifesta sua solidariedade aos colegas, amigos e familiares.

Foto: Reprodução CAU/PR

The post FNA lamenta falecimento do arquiteto e urbanista Antonio Carlos Campelo Costa appeared first on FNA.

0