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Em uma cerimônia emocionante, a Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) reconheceu Claudia Pires, os projetos Fab Social, de Guarulhos (SP), Comunidades Catalisadoras (ComCat), do Rio de Janeiro (RJ), e o portal ArchDaily Brasil como vencedores das láureas 17º Arquiteto e Urbanista do Ano e Prêmio FNA 2022. A cerimônia, que ocorreu neste sábado (26/11) durante o 46º Encontro Nacional dos Sindicatos de Arquitetos e Urbanistas (ENSA), mostrou ao público a força de transformação da arquitetura no dia a dia da população e na carreira de profissionais que dedicam suas vidas ao direito à cidade, à moradia e à justiça social.

“Precisei entender o canteiro para não me alienar no desenho. E esse prêmio é uma conquista coletiva, porque sou fruto de um processo histórico que não começou em mim e não termina em mim. Não existe uma Claudia nesse prêmio, existe uma consciência de classe. Nada somos quando estamos sozinhos e o coletivo é o que faz diferença na transformação social”, afirmou Claudia durante seu discurso de premiação no Salão Alvorada do Brasília Palace Hotel. Essa força de mudança dos espaços e o gerar impactos também são os cernes da ComCat. Ao receber o prêmio pela iniciativa, a diretora-executiva do projeto, Theresa Williamson, destacou que comunidade é planejamento e as soluções das favelas precisam ser feitas com participação popular. “Os mobilizadores locais estão sempre no centro de todas as nossas atividades, especialmente nas decisões e nos caminhos que traçamos. O planejamento urbano desenvolvido na favela precisa ser referência e posto em prática. É a comunidade quem sabe para onde tem que ir”.

O design como elemento de participação está no cerne do Fab Social, coordenado pelo arquiteto e urbanista Alex Garcia. “Engajamos os jovens e trouxemos a projetualidade do mundo para as crianças aqui de Guarulhos. Ensinamos um dos conceitos básicos da arquitetura que é a visão crítica dos objetivos que nos rodeiam. Conseguimos com o projeto desenvolver o desenho como instrumento de pesquisa”, explica. Ir além e levar a arquitetura para além da bolha profissional também está entre os objetivos do portal ArchDaily Brasil. Romullo Baratto, editor do site presente no ENSA, reforçou o que, nos 11 anos de atividade do portal, a equipe vem buscando “dar voz a iniciativas pelo direito à cidade”, usando sua visibilidade “para atingir o maior número de pessoas, levando diversidade, abraçando visões e mostrando outros pontos de vista”.

Ao fim da cerimônia, a nova gestão da FNA para o triênio 2023-2025 tomou posse. Encabeçada pela arquiteta e urbanista Andréa dos Santos, a chapa assume com a expectativa de buscar espaços por políticas públicas e a democratização da arquitetura. “Nós nos propormos a fazer um coletivo, de mãos dadas, discutindo e construindo uma luta sindical pelos arquitetos e pela nossa atuação com as cidades. Somos agentes sociais e a Federação vai seguir trabalhando pela nossa inserção no repensar dos espaços urbanos”.

A presidente recém eleita, e que tomará posse da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) em janeiro, Andréa dos Santos, destacou que o papel das entidades nessa discussão também é educar as categorias. “Disseminar as políticas afirmativas é eliminar as desigualdades historicamente acumuladas e garantir a igualdade de oportunidades e compensar as perdas provocadas pela discriminação e marginalização”.

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Desde o início de sua carreira, nos anos 1970, o arquiteto e urbanista e cineasta Sérgio Péo decidiu usar o cinema como ferramenta de resistência na luta pelo direito à cidade. Na época, o Brasil ainda enfrentava a ditadura militar e o medo de comunicar e mostrar a realidade precária do país estava enraizado. “Apesar de toda a censura da época, nós, estudantes, jovens e corajosos, queríamos ir às ruas como uma forma de provocar e resistir. As gravações tinham como objetivo mostrar a intensidade da violência que vivíamos e as consequências que o regime trouxe para às cidades”, explica Péo durante a sessão Cinema Urbana no 46º Encontro Nacional de Sindicatos de Arquitetos e Urbanistas (ENSA), último debate do Colóquio “Projetar, Construir, Morar: Arquitetura e Políticas de Habitação”.

Com a curadoria e a presença da arquiteta e urbanista Liz Sandoval – responsável pelo projeto Cinema Urbana –, a sessão foi uma homenagem ao cinquentenário da carreira de Péo. Foram exibidos os filmes Pira (1972), abordando cenas do cotidiano na cidade do Rio de Janeiro; Associação dos Moradores de Guararapes (1979), com o depoimento do presidente da Associação, Cláudio de Moraes, a respeito do espaço conquistado pela comunidade no bairro Cosme Velho, também no Rio; e Rocinha Brasil 77 (1977), retratando o dia a dia de uma das maiores favelas do Brasil.

Iniciativas como essa, apesar das décadas que separam da atual realidade, seguem sendo potencialmente férteis para levar arquitetos e urbanistas a travar contato direto com a realidade social da maior parte da população brasileira. “Precisamos incentivar os estudantes de arquitetura a irem até as comunidades, ver como o povo está vivendo. Isso é uma forma de adquirir conhecimento, identidade, cidadania. O corpo a corpo é essencial para a nossa profissão e para que a gente faça uma arquitetura de qualidade”, concluiu Péo em seu depoimento.

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“Já temos pesquisas e diagnósticos apresentando a realidade da nossa sociedade e do mercado de trabalho quanto a exclusão de raça, gênero, idade e classe. O que precisamos agora é de ações que tragam as bases para o protagonismo das entidades, dos movimentos. Temos que usar nossos espaços para ampliar as vozes”. A fala da Coordenadora do Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Distrito Federal (Arquitetos-DF), Luciana Jobim, resumiu a mesa de Políticas de Equidade, Diversidade e Combate ao Assédio do 46º Encontro Nacional de Sindicatos de Arquitetos e Urbanistas (ENSA). O encontro ainda trouxe ao debate o papel das entidades enquanto palco de pautas que gerem mudanças presentes e futuras, vindas e sugeridas pelas comunidades vulneráveis.

Responsável pela Comissão Temporária de Políticas Afirmativas do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU Brasil), Camila Leal, relatou o trabalho por trás da mobilização coletiva dentro do CAU, não só por abrir espaços de fala, mas também pela valorização da categoria. “Todas essas comissões têm como objetivo mexer na estrutura das entidades. A ideia é pensar no coletivo e incluir diferentes realidades nos nossos espaços de discussão. Não é possível pensar em valorizar a profissão do arquiteto sem ouvir as questões trazidas por quem mais sofre com nossa realidade misógina e excludente”.

A presidente recém eleita, e que tomará posse da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) em janeiro, Andréa dos Santos, destacou que o papel das entidades nessa discussão também é educar as categorias. “Disseminar as políticas afirmativas é eliminar as desigualdades historicamente acumuladas e garantir a igualdade de oportunidades e compensar as perdas provocadas pela discriminação e marginalização”.

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