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Protagonismo dos movimentos populares é a chave da efetividade da Assessoria Técnica

A Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS) é mais do que realizar melhorias habitacionais, ela tem a ver com criar espaços produtivos e gerar renda familiar. Foi assim que o representante da Cooperativa de Trabalho Braço Forte Victor Chinaglia abriu o debate “ATHIS pelo direito à cidade e à moradia” na noite de sexta-feira (06/05). O encontro, que faz parte dos eventos preparatórios da Conferência Popular Pelo Direito à Cidade, reuniu ainda o representante da ArqCoop+ Denis Neves e a coordenadora do Projeto T.A.B.A Taiane Beduschi. A mediação ficou por conta do diretor regional do Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Estado de São Paulo (SASP), Rodrigo Duarte.

“Discutir o direito à cidade e à moradia sempre envolve discutir o senso territorial. É imprescindível que os arquitetos atuem dentro e ao lado dos movimentos populares, se identificando com os mesmos, porque é preciso analisar mais do que a habitação. É preciso pensar na extensão e no desenvolvimento da área como um todo”, destacou Taiane. Deixar que as lideranças comunitárias se envolvam nos processos é uma forma de, também, expandir a economia local. “Temos reformado cozinhas comunitárias, associação de moradores e diversas outras áreas de uso coletivo. Isso possibilita que aquela população possa, de alguma forma, fazer daquele território uma forma de economia”, explica Neves.

A discussão, que ainda contou com diversos participantes de movimentos populares, reforçou o desenvolvimento da ATHIS enquanto política urbana de estado e não de governo. “Temos muita dificuldade em implementar a assistência técnica justamente porque, no que termina um mandato, tudo aquilo que estava sendo desenvolvido acaba sendo interrompido”, explica Chinaglia. O representante da Cooperativa Braço Forte ainda destacou que o mercado que envolve a arquitetura popular é imenso, e, se for possível “colocar em prática todas as leis e programas já discutidos, vamos conseguir empregar um grande número de profissionais”.

O encontro ainda abordou a urgência em dialogar sobre os problemas de moradia no Brasil, a necessidade do mercado e a importância de trazer profissionais para atuação popular. O Secretário de Organização e Formação Sindical da FNA, Danilo Matoso, destacou a preocupação em conscientizar arquitetos e arquitetas que ainda tenham a pauta social distante da sua atuação. “Enquanto entidades, sempre discutimos como fazer essa ponte entre o profissional que não é militante e um mercado como o das habitações populares, que tem muito serviço e pode ser uma oportunidade de carreira”, explica.

O debate, promovido em parceria entre a FNA e o SASP, está disponível no canal do YouTube da Federação. A Conferência Popular pelo Direito à Cidade acontece nos dias 03, 04 e 05 de junho, em São Paulo.

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