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O presidente do Sindicato do SAERGS, Evandro Medeiros, convoca a categoria das arquitetas(os) e urbanistas, associadas(os) e não associadas(os), integrantes da base da negociação coletiva 2020/2021 da Companhia Riograndense de Saneamento – Corsan, para avaliar a Proposta da Companhia do ACT 2020/2021 em Assembleia Geral Extraordinária a ser realizada na segunda-feira, dia 26/04/2021, às 16:00h, em virtude das condições sanitárias impostas pela pandemia, por meio da plataforma digital Google Meet, para deliberar sobre a seguinte Ordem do Dia:

 

  • 1) Avaliar a Proposta da Companhia do ACT 2020/2021;
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Após um ano de aulas emergenciais remotas em função da pandemia de Covid-19, alunos de universidades públicas e privadas gaúchas temem pelo impacto da falta de aulas presenciais e de orientações a campo em sua formação no futuro. Reunidos em webinar de encerramento do Fórum SAERGS no Mundo do Trabalho na tarde deste sábado (28/11), estudantes de diferentes regiões do Rio Grande do Sul apresentaram seus receios e a nova visão que tecem sobre o mercado de arquitetura e urbanismo no futuro. “Fechamos o fórum com chave de ouro. Uma das nossas preocupações era falar sobre as novas morfologias do trabalho. E não dá para tratar desse assunto sem considerar que estão sendo formados os novos profissionais que atuarão nessas novas morfologias”, pontuou o presidente do SAERGS, Evandro Babu Medeiros. Segundo ele, é essencial que as entidades se aproximem desses jovens de forma a alinhar pensamentos e entender seus desejos e pretensões. “Não podemos manter um descompasso histórico entre o que foi o sindicato e o que importa para esses novos profissionais”, pontuou o arquiteto e urbanista convicto que é no hoje que se formam os líderes e o mercado de trabalho de amanhã. O Fórum SAERGS no Mundo do Trabalho é uma promoção do Sindicato dos Arquitetos no Estado do RS (SAERGS) com patrocínio do CAU/RS e apoio da FNA, IAB e Fenea.

Em um depoimento contundente sobre o ano de 2020, os estudantes garantem: “Passar está fácil, aprender está difícil”. Alguns deles manifestaram claro desconforto com a formação do currículo da graduação, principalmente porque seguem tratando a arquitetura como uma profissão elitizada. Em fuga do que chamam de “gourmetização da arquitetura”, estão convictos em trabalhar para garantir acesso aos mais de 90% da população brasileira que são utilizam seus serviços seja por falta de recursos, seja por desconhecimento de seus benefícios. Alguns projetam atuação com Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social (Athis) mas admitem não ter sido preparados para isso na universidade.

Os rumos do ensino de Arquitetura em um mercado cada vez mais mercantilizado também foram abordados tendo em vista o aumento das instituições que de preocupam em vender matrículas e não em não formar profissionais. Uma das hipóteses em estudo, mas que ainda requer muita reflexão, é a possibilidade de estabelecer, assim como na medicina, uma residência para determinadas atribuições. Contudo, alertou Babu, há grande preocupação com o ônus disso aos próprios profissionais que precisarão de mais investimento para ingressar no mercado de trabalho.

A necessidade de pensar a profissão com um conceito mais aberto e inclusivo é a essência do discurso desses muitos estudantes. Baseados no trabalho de escritórios e profissionais que já se dedicam à Athis, a maioria acredita que seu caminho profissional é no preenchimento de lacunas vazias na sociedade brasileira. Os jovens arquitetos não querem ser novos Niemeyers. Eles querem fazer a diferença levando o “feijão e arroz” para as famílias brasileiras e ajudar a desenhar cidades mais democráticas e inclusivas.

O caminho para isso é uma incógnita tanto para eles quanto para quem já está no mercado. O fazer arquitetura fora da caixa é um sonho, por mais que não saibam ao certo quanto fora da caixa pretendem chegar. Preocupados por não verem a comunidade acessando o resultado de suas profissões, eles relatam que, apesar dos 10 anos da Lei de Assistência Técnica, debruçar-se sobre as formas como a profissão irá chegar ao povo brasileiro ainda não é tema abordado em sala de aula.

A baixa remuneração e a grande concorrência no mercado de trabalho também causam apreensão, principalmente porque as dificuldades já começaram. Remuneração abaixo de R$ 6,00/hora para estagiários, falta de orientação e excesso de trabalho são rotina dos estudantes. Mas, é claro, existem exceções e é possível aprender muito na prática. “Estagio é para ser algo muito bom. Se está se sentindo explorando com o excesso de tarefas e virando máquina, é hora de buscar outro”, recomendou presidente do CAU/RS, Thiago Holzmann, alertando para a importância de testar diferenças áreas nos estágios para ter visão geral da profissão. “É um mercado muito difícil. A vida de estagiário é parecida com a de arquiteto”, admitiu.

Provocando os alunos a refletirem sobre qual mercado de trabalho querem para o futuro e como irão se comportar quando chegarem lá, Babu garantiu que o debate precisa começar cedo. Fala reforçada pelo vice-presidente do SAERGS Rodrigo Barbieri, professor que, por muitos anos, dedicou-se à formação dos jovens arquitetos. Convicto da força da formação política da categoria, recomendou aos estudantes que procurem os centros acadêmicos das universidades. “Briguem… briguem que vale a pena”.

O conselheiro do CAU, Oritz Campos, falou sobre como profissionais e a sociedade devem demandar o conselho e sobre a força da vivência de centros acadêmicos para a formação cidadã. “A formação técnica é fácil. É só seguir as aulas e entregar os trabalhos. A formação humana do arquiteto é mais complicada”, disse, ressaltando a necessidade de uma visão maior sobre sociedade e cidade. E acrescentou: Participem das entidades políticas estudantis. Essa experiência será vital para vocês, no futuro.

Representando a Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas, Fernanda Lanzarin falou sobre os desafios do movimento sindical, que vem sendo criminalizado por defender as causas dos trabalhadores. Apresentou sua experiência na administração de escritórios de arquitetura e deu dicas práticas de como driblar os pequenos dilemas do dia a dia de como atender o cliente, divulgar seu trabalho ou cobrar por ele. “Temos que tentar ver o copo meio cheio. Se uma grande parte da população não utiliza nossos serviços, temos que ver que isso representa que temos mais público para ser atendido do que outras áreas” E deixou um recado: “Arquitetura muda a vida das pessoas. Não percam a utopia. Se a gente esquecer disso, não sobra muito”.

O presidente da Asbea/RS, Vicente Brandão, alertou sobre a importância de estar preparado para aproveitar as oportunidades que aparecerão pela frente. Uma delas, alertou ele, é em relação à atuação internacional, possibilidade que ganha força com o tele-trabalho e com a tecnologia. Para isso, o estudo de inglês e espanhol é essencial, aconselha. Mesmo preparo deve-se ter em relação a ferramentas como softwares e o BIM, por exemplo. “O mercado se expandiu. Isso pode ser ruim para quem não está preparado, mas traz oportunidades”, disse sugerindo que os estudantes circulem, procurem as entidades, sejam vistos mesmo que o momento seja de ficar em casa.

A necessidade de união para enfrentar esse ou o mercado futuro foi mais uma vez trazida ao debate do Fórum SAERGS no Mundo do Trabalho, temática que perpassou por praticamente todas as agendas realizadas nos meses de outubro e novembro. “Se enfrentarmos as lutas que temos sozinhos, perderemos. Precisamos unir esforços para resolver as questões de forma conjunta. A arquitetura é mais que uma profissão. É uma formação intelectual e filosófica com amplo nível de atuação”, sacramentou Barbieri.

Recém-formada e representando a Fenea, Franciele Schallenberger expôs as incertezas e pressão que chegam com o canudo. “Todo mundo quer saber se eu vou abrir um escritório”, conta. O que sinto neste momento, garante ela, é uma espécie de inquietação que seguiu após a graduação. “É uma inquietação sem formula mágica para o entendimento que o caminho não esta trilhado”.

Outra preocupação que perpassa pelos corredores das universidades é sobre a exploração do trabalho e de uma certa romantização do fazer arquitetura. Conscientes de que para ser um profissional realizado e bem estabelecido é preciso equilíbrio entre o pessoal e o profissional, eles apregoam o fim da apologia a noites insones. E isso passa por impor limites às horas trabalhadas e manter uma vida social ativa e feliz. Também acreditam em uma ação mais horizontalizada entre cliente e arquitetos, com visão mais colaborativa onde profissional e comunidade aprendem e ensinam mutuamente. Contra a hierarquia que coloca muitos arquitetos área como donos da verdade, os jovens estudantes apostam no cara a cara, no mutirão e na ação em escritórios-modelo.

Outra reflexão versa sobre a subprecificação do trabalho do arquiteto. Relatando debates de sala de aula, os alunos informaram que uma fatia expressiva da turma está sim disposta a atuar abaixo do padrão de mercado para garantir fluxo em seu futuro escritório. Atividade predatória que fala sobre o mercado de trabalho de arquitetura e urbanismo, mas também diz muito sobre a sociedade. Com maturidade e perspicácia, os estudantes pontuam que a ânsia capitalista pelo dinheiro tomou conta do mundo moderno. No que definiram como uma “mudança estrutural da sociedade”, temem a ação nociva desse novo profissional sobre o mercado do futuro. Uma mudança que está na base, que passa pela precarização das relações de trabalho e pela busca desenfreada de recursos focados na acumulação e no consumo. E que, eles têm certeza, é mais profunda que apenas a arquitetura. É uma corrida para trabalhar o tempo todo meramente para sobrepor-se aos outros.
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O presidente do Sindicato do SAERGS, Evandro Medeiros convoca a categoria das arquitetas e urbanistas, associadas e não associadas, integrantes da base da negociação coletiva 2021/2022 (Grupo CEEE-GT e CEEE-D), para a Assembleia Geral Extraordinária a ser realizada no dia 27 de novembro de 2020, sexta-feira, às 19 horas, em virtude das condições sanitárias impostas pela pandemia, por meio da plataforma digital Google Meet, para deliberar sobre a seguinte Ordem do Dia:

 

1)        Apresentação do Plano de Demissão Voluntária (PDV) através de aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho apresentado pela empresa em 26 de novembro de 2020;

 

2)        Elaboração e Aprovação da Pauta de Reivindicações, construída pelo grupo, visando a negociação coletiva 2021/2022 a ser encaminhada à Coordenação da Comissão de Negociação Coletiva 2021/2022 – Grupo CEEE;

 

3)        Concessão de poderes para o Presidente acompanhar a discussão ampla dos demais sindicatos, quanto às deliberações sobre as propostas a serem apresentadas pelas empresas do grupo CEEE, bem como firmar Acordo, participar de mediação, deflagrar greve e instaurar dissídio coletivo.

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Qual é o mercado de trabalho que os futuros arquitetos e urbanistas querem encontrar ao sair da universidade? Essa é a questão central que norteará os debates do Webinar de encerramento do Fórum Saergs no Mundo do Trabalho, que ocorre neste sábado (28/11), às 14h, em reunião pelo Google Meets. As inscrições para o evento são gratuitas e já podem ser realizadas pelo link https://forms.gle/4kHa27NX6fDNuxcx9 até sexta-feira (27/11).

O intuito do evento, afirma o presidente do Saergs, Evandro Babu Medeiros, é reunir estudantes, centros acadêmicos e representantes de entidades da Arquitetura e Urbanismo para conversar sobre a profissão e os rumos que podem se traçados coletivamente por quem está iniciando sua carreira. “Durante todo o Fórum, falamos sobre a importância do coletivo no processo de melhorar nossa profissão. Não conseguimos, nem devemos tentar sozinhos. É com o apoio dos colegas e de entidades como o Saergs que conseguimos chegar mais longe”, pontua.

Profissionais que fazem parte do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do RS (CAU/RS), que patrocina o Fórum, da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), da Federação Nacional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo (FeNEA), Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA-RS) e do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), entidades apoiadoras do evento, também devem foram convidados.
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Foi em uma noite de emoção, reencontro e cuidados extremos com o controle da Covid-19 que a diretoria do Sindicato dos Arquitetos no Estado do RS (Saergs) recebeu, em sua sede, os agraciados com o Prêmio Arquiteto do Ano 2020. Com entregas escalonadas, que começaram às 19h e seguiram ao longo da noite, os profissionais manifestaram a importância da premiação como estímulo para manter a luta por cidades mais justas, inclusivas e democráticas. “É uma honra estar promovendo esse prêmio porque contempla pessoas que levam a arquitetura muito além de suas fronteiras”, disse o presidente do Saergs, Evandro Babu Medeiros, ao lado dos colegas de diretoria Rodrigo Barieri, Karla Moroso, Gláucia Oliveira e Andre Huyer.

Primeira a receber a honraria, a arquiteta e urbanista Terezinha de Oliveira Buchebuan disse que ficou surpresa pela indicação na categoria Athis. “São momentos que fazer a gente parar para pensar na trajetória e na importância desse trabalho que é coletivo”, pontuou. Citando os ensinamentos de Eduardo Galeano que garante que a “a utopia está lá no horizonte” e que, por mais que se caminhe, jamais se a alcançará, lembrou que é preciso não deixar de caminhar. Emocionada, a professora da UCS recordou do início da carreira, um momento cheio de incertezas e desafios. “Com o prêmio do Saergs, recebi homenagens e mensagens de pessoas que não esperava. A gente sempre se questiona se está fazendo a diferença. Essa premiação me permitiu parar, olhar e pensar para tudo o que eu já fiz. E me trouxe mais gás para outro tanto de caminhada”.

Convicta de que há muita luta pela frente, a arquiteta e urbanista Maria Tereza Fortini Albano, agraciada na categoria Setor Público, agradeceu a homenagem e estendeu o mérito a todos os colegas que estão dentro das prefeituras enfrentando os desafios do dia a dia. “Eu passei por ditadura, autoritarismo, democratização, vi coisas maravilhosas e agora estou vendo este desmonte. Esse prêmio traz a valorização para uma pessoa que ficou dentro de uma prefeitura e ainda está lutando aqui fora”, ponderou a arquiteta aposentada, que dedicou a vida ao trabalho na Prefeitura Municipal de Porto Alegre.

A noite também foi de homenagem a jovens que são o futuro da profissão. Mariana Mocellin Mincarone e Jean Michel Fortes dos Santos representaram a equipe que atuou na reurbanização do Centro de Conde, na Paraíba. O time, que também conta com Camila Bellaver Alberti e Douglas Silveira Martini, venceu o prêmio na categoria Jovem Arquiteto. “É uma grande honra termos sido indicados, ainda mais ao lado do Natan, da Rede Urbanismo Contra o Corona. A gente gostaria de aproveitar para parabenizar o Saergs pela iniciativa”, disse Mariana. Jean reforçou o agradecimento, lembrando do papel relevante de instituições da categoria que incentivam os concursos públicos. Iniciativas que, segundo ele, são a melhor forma de contratação de projetos visando a construção de cidades melhores para se viver.

A noite foi de emoção também com a homenagem póstuma feita ao arquiteto Militão de Morais Ricardo. Recebida pelo seu filho, o jornalista Militão Maia Ricardo, ela coroa a carreira do pai, um dos pioneiros em questões relacionadas ao urbanismo e conservação ambiental no Rio Grande do Sul e no Brasil. “Acho esse reconhecimento muito importante porque vem dos colegas arquitetos. Ele sempre foi um cara idealista e que se dedicou muito ao trabalho. Sempre foi muito preocupado com as pessoas que seriam as beneficiárias dos projetos de planejamento urbano e ambiental. Estamos muito sensibilizados e felizes”, disse em nome da família.

Na categoria Setor Privado, o prêmio Arquiteto e Urbanista do Ano foi concedido a Nino Roberto Schleder Machado, que não pode comparecer à cerimônia. O troféu será entregue em momento futuro.

Novo Troféu
Neste ano, o Prêmio Arquiteto e Urbanista do Ano recebeu uma nova simbologia. O antigo troféu foi substituído por obra do artista Martin Suffert. Inspirada no logotipo do Saergs – desenhado pelo arquiteto Cláudio Fisher em 1975 – , a peça é uma representação em 3D e foi idealizada pelo arquiteto e urbanista e diretor do Saergs Andre Huyer. “O logo do sindicato pode parecer um desenho infantil de uma casinha, mas é genial porque é uma figura cubista. Fizemos alguns estudos e transformamos em uma obra em três dimensões”, relatou.

A diretoria do SAERGS se sente honrada em poder contribuir com a visibilidade de profissionais que inspiram e qualificam a produção de arquitetura e urbanismo no RS.

O prêmio conta com o patrocínio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do RS (CAU/RS) e apoio de Federação Nacional de Arquitetos e Urbanistas (FNA), Institutos de Arquitetos do Brasil Departamento do Rio Grande do Sul (IAB/RS), Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA), Associação de Arquitetos de Interiores do RS (AAI/RS) e Federação Nacional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (FeNEA).

Na foto: Tereza Albano
Crédito: Carolina Jardine
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O Sindicato dos Arquitetos no Estado do Rio Grande do Sul (Saergs) divulgou, nesta segunda-feira (23/11), os resultados do Prêmio Arquiteto e Urbanista do Ano 2020. Na categoria Setor Público, a arquiteta e urbanista Maria Tereza Fortini Albano foi a vencedora; no Setor Privado, foi escolhido o profissional Nino Roberto Schleder Machado. Na categoria Jovem Arquiteto e Urbanista, a equipe do projeto de reurbanização do Centro de Conde (PB), formada por Camila Bellaver Alberti, Jean Michel Fortes dos Santos, Mariana Mocellin Mincarone e Douglas Silveira Martini. Para atuação em Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social (ATHIS), a arquiteta e urbanista Terezinha de Oliveira Buchebuan. A Homenagem Póstuma de 2020 será feita ao arquiteto e urbanista Militão de Morais Ricardo, falecido em setembro de 2020.
A votação se deu por meio de site e formulário no período de 09 a 20 de novembro. Segundo o presidente do Saergs, Evandro Babu Medeiros, a homenagem aos profissionais é afetiva. “Nesse ano de pandemia, em que todas as vidas importam, não se trata de estimular ou promover competitividade dentro da categoria, já que o Rio Grande do Sul sempre formou excelentes profissionais, que se destacam em suas carreiras ou pelas bandeiras de atuação da classe, mas de permitir à categoria dizer quem, de alguma forma, ela pretende homenagear. Todas as indicações são figuras importantes para a Arquitetura e o Urbanismo, não só pela atuação individual, mas também pela representação de toda a classe”.
A entrega dos prêmios ocorrerá na quinta-feira (26/11), seguindo protocolos sanitários. Cada premiado terá um horário marcado para visitar a sede do Saergs e receber sua honraria. A cerimônia será realizada no pátio para assegurar o cumprimento de todas as normas de segurança contra a Covid-19.
O prêmio conta com o patrocínio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do RS (CAU/RS) e apoio de Federação Nacional de Arquitetos e Urbanistas (FNA), Institutos de Arquitetos do Brasil Departamento do Rio Grande do Sul (IAB/RS), Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA), Associação de Arquitetos de Interiores do RS (AAI/RS) e Federação Nacional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (FeNEA).
Saiba mais sobre os Arquitetos e Urbanistas do Ano 2020:
Categoria Setor Público
Maria Tereza Fortini Albano Arquiteta, mestre em planejamento urbano e regional, especialista em Desenho Urbano e em Planejamento Urbano, trabalhou praticamente durante 35 anos no setor público, especialmente na antiga Secretaria Municipal do Planejamento de Porto Alegre onde permaneceu até 2012. Entre esta data e 2014 foi técnica da Secretaria Municipal de Urbanismo onde se aposentou da atividade pública, passando a ter uma atuação mais voltada para a diversidade das questões urbanas, dentro e fora de entidades como o Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento do Rio Grande do Sul, onde foi vice presidente na gestão 2017-2019 e coordenadora da Comissão Cidades por 7 anos. Na prefeitura, integrou a coordenação técnica da equipe que construiu a proposta aprovada em 1999 do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental – o PDDUA de Porto Alegre e acompanhou o processo de implementação deste plano, bem como o período de vigência do 1º Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano, o PDDU de 1979. Coordenou estudos, participou de equipes e comissões e representou a secretaria em eventos nacionais e internacionais.
Categoria Setor Privado Nino Roberto Schleder Machado Professor fundador da UPF e fundador do curso de Arquitetura e Urbanismo da UPF. Está à frente do escritório NR Arquitetos há 48 anos. Em Passo Fundo foi responsável por traçados urbanísticos na Avenida Brasil, na Rua Moron, na Avenida General Netto, na Praça Menegaz e na Praça do Teixeirinha. Na Arquitetura Institucional, projetou o Fórum de Passo Fundo; Biblioteca do SESI; Biblioteca Central da UPF; Faculdade de Odontologia UPF; Pórtico da UPF; Instituto de Anatomia UPF, entre outras. No setor empresarial, conta com projetos e obras como o Centro Administrativo da Grazziotin S.A.; GZT; Hotéis Itatiaia, Hotéis Bertaso, Mogano Premium e Mogano Business em Chapecó. Hoje, ainda à frente do escritório próprio, atua na área de projetos hospitalares.
Categoria Jovem Arquiteto
Equipe da Reurbanização do Centro de Conde/PB: Camila Bellaver Alberti, Jean Michel Fortes dos Santos, Mariana Mocellin Mincarone, Douglas Silveira Martini Camila Bellaver Alberti, Jean Michel Fortes dos Santos, Mariana Mocellin Mincarone formaram-se em Arquitetura e Urbanismo pela UFRGS em agosto de 2018, e, em novembro do mesmo ano, juntamente com Douglas Silveira Martini (então graduando da mesma instituição), elaboraram o projeto que venceu o concurso público nacional de Arquitetura e Urbanismo organizado pela Prefeitura Municipal de Conde para a Requalificação do Centro de Conde/PB. A equipe foi contratada para desenvolver os projetos executivos de urbanismo, paisagismo, infraestrutura urbana, arquitetura e complementares. Foi a primeira experiência profissional do grupo recém egresso da Universidade. Durante o ano de 2020, a obra encontra-se em fase final de execução.
Categoria Athis Terezinha de Oliveira Buchebuan Doutoranda no Programa de Pós-graduação em Planejamento Urbano e Regional na Universidade Federal do Rio Grande do Sul – PROPUR/UFRGS, na linha de pesquisa Planejamento e Espaço Urbano e Regional. Mestrado em Letras, Cultura e Regionalidade pela Universidade de Caxias do Sul (2010). Graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Caxias do Sul (2005). Atualmente é Professor Mestre Assistente II da Universidade de Caxias do Sul. Experiência na área de Arquitetura e Urbanismo atuando principalmente nos seguintes temas: Evolução Urbana, Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social, Projetos Comunitários Participativos, Patrimônio Cultural. Coordena o escritório modelo Taliesem, da UCS.
Homenagem Póstuma Militão de Morais Ricardo Natural de Bagé, Militão formou-se em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em 1957. Foi um dos pioneiros em questões relacionadas ao urbanismo e conservação ambiental, tanto no Estado quanto no Brasil, destacando-se pelo Projeto Corredores Ecológicos, um dos projetos que compunha o Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais do Brasil, preservando a biodiversidade e nossas reservas naturais, no início dos anos 2000.Militão lecionou na Faculdade de Arquitetura da UFRGS, mudando-se para Brasília na década de 1970. Antes, atuou no IAB na gestão 1966/67, e foi membro do Conselho Fiscal da Associação dos Profissionais Arquitetos de Porto Alegre, entidade precursora do Sindicato dos Arquitetos no RS (SAERGS). Faleceu em setembro de 2020.
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Assim como no Brasil, o trabalho de arquitetos e urbanistas em diversos países segue uma lógica de terceirização e precarização das relações de trabalho. Em uma viagem por quatro continentes, o Fórum Saergs no Mundo do Trabalho reuniu em live, na manhã de sábado (21/11), arquitetos brasileiros que atualmente trabalham nos Estados Unidos, França, Alemanha, Austrália, Portugal e Equador. Conduzido pelo presidente do Saergs, Evandro Babu Medeiros, o debate apresentou um panorama sobre contratos de trabalho, remuneração e valorização profissional no exterior. O Fórum Saergs no Mundo do Trabalho é uma promoção do Sindicato dos Arquitetos no Estado do RS, tem o patrocínio do CAU/RS e apoio da FNA, IAB, Fenea e CUT. Trazendo a realidade dos arquitetos e urbanistas que atuam na Espanha, Francine Ramil conta que a maioria dos arquitetos e urbanistas do país são autônomos assim como no Brasil. Contudo, esses contratos de trabalho trazem seguranças mínimas, como férias e indenização. Contratos formais com vínculo, acrescenta ela, são vislumbrados apenas em escritórios grandes. Admitindo que passou por um pouco de tudo, Francine conta que não foi fácil consolidar-se no mercado. “Aqui temos que sempre mostrar um pouco mais para sermos reconhecidos”, relatou a profissional que atua em Barcelona, uma das cidades mais idolatradas pelos arquitetos em todo mundo. Apesar do preconceito que sofreu por ser latino-americana, Francine admite que se adaptou muito bem ao estilo de vida da Espanha, onde há uma franja social média que permite uma vida confortável. “A diferença entre os que cobram menos e mais não é como no Brasil. Aqui, fica todo mundo dentro da uma mesma camada”. Contudo, na jornada, admite que passou por alguns momentos difíceis. Ela recorda de episódio ocorrido em 2000, quando estava fazendo demonstrações e um homem perguntou: “O que você está fazendo aqui que não está dançando em um discoteca?”. Uma das principais diferenças positivas, cita ela, é em relação à valorização da profissão. “Existe um poder social do arquiteto aqui. O arquiteto é muito mais reconhecido que no Brasil”, pontuou, citando que a sociedade sabe que, ao fazer uma obra, os profissionais de Arquitetura e Urbanismo são necessários. Reconhecimento relatado também pela a arquiteta e urbanista Angélica Rigo,  que atualmente trabalha em Lisboa, Portugal. “Aqui o arquiteto é conhecido. A cidade briga para ter e contratar determinado profissional”, ressalta. No entanto, a flexibilização dos direitos trabalhistas também é uma constante. “O arquiteto não é contratado. Geralmente, é autônomo e utiliza o que eles chamam de recibo verde”. Em relação aos sistemas de contratação, Angélica informou que há o chamado “Contrato a termo”, no qual existe um período determinado e que permite  à empresa demitir sem ter que pagar os tributos de uma demissão. Ele pode ser renovado por três vezes. Já o chamado “Contrato sem termo” é definitivo e carrega consigo mais direitos.  “Eu fui contratada por um contrato a termo e, depois das renovações, entrei no contrato sem termo, que é mais estável. A realidade aqui é bem parecida com a do Brasil e da Espanha”, conta, garantindo que não sentiu preconceito por ser brasileira e que as diferenças culturais geralmente viram assunto de descontração. Mas nem toda a Europa segue esse padrão de contratação. A arquiteta e urbanista Lis Lagoas, atualmente situada em Paris, informa que a situação na França é bem diferente. Contratada por uma grande empresa francesa e sem diploma validado naquele país, ela já atua com projetos para todo o mundo. Os contratos lá, explica a profissional, são mais rígidos. “A figura do arquiteto aqui é muito importante, mais importante que o engenheiro. Somos classe média como todas as outras profissões, igual aos médicos. Aqui também há discrepâncias, mas as coisas são mais iguais”, salienta. Na França, o salário varia com os conhecimentos adquiridos. Há diferentes degraus profissionais que diferenciam o desenhista, o arquiteto, o arquiteto de interiores e o chefe de projeto, por exemplo. “Cada step tem um salário mínimo específico e há contratos de trabalho”, confirma. Apesar de admitir que existem contratos de freelancer, no qual as empresas não são tão oneradas quanto em uma relação formal de trabalho, esses são carregados de direitos sociais. E raramente encontra-se arquitetos e urbanistas formados nessa condição. Existem os chamados contratos por tempo determinado, onde há vínculo estabelecido e os CDI, que são os contratos por tempo indeterminado. “No CDI, é muito difícil de ser demitido. Aqui na França, o trabalhador tem mais segurança e proteção do estado”, destaca. Sobre o dia a dia de trabalho, Lis informa que a fiscalização é maior em assuntos relevantes, como a questão de controle de incêndios. Os processos de aprovação são demorados e, não raras vezes, estabelecimentos comerciais demoram a abrir as portas à espera de validação. Admitindo que ser imigrante vem com uma cobrança extra de qualidade, ela conta que a empresa onde trabalha é repleta de imigrantes, o que torna o ambiente agradável. “A gente não pode cometer erros, tem que ser melhor para competir com iguais”. Entre os grandes aprendizados que recebeu do mercado de trabalho francês, explica Lis, é o respeito ao trabalhador e a divisão clara entre vida pessoal e profissional. “A diferença mais marcante e interessante é que ninguém trabalha no final de semana. Estou aprendendo aqui que é assim que tem que ser”. O mercado de Sidney também rendeu-se aos brasileiros. A arquiteta Vanessa dos Santos, formada em 2008, conta que, quando começou na empresa, foi contratada para uma vaga inferior e que, em seis meses, foi promovida.  “Eles me procuraram e disseram que eu tinha mais experiência do que imaginavam e corrigiram a vaga sem eu ter que falar nada. Foi o justo, o certo”. Atualmente trabalhando com edificação de prédios residenciais de 180 apartamentos, é a arquiteta responsável por grandes projetos. Trabalho que, indica, é bem regulamentado e está subordinado a várias limitações de legislação. “Há vários tipos de normas técnicas a serem seguidas e essa é a maior dificuldade do trabalho aqui. São bem mais leis do que no Brasil”, indica. Outro brasileiro em Sidney é Fabrício Siqueira que, além de trabalhar com o setor, ainda dá aulas. Assim como Vanessa, ele indica uma maior regulamentação do mercado de trabalho. Uma das grandes diferenças em relação ao Brasil, citou ele, é o aumento severo da responsabilidade técnica. “Com as mudança climáticas, vieram novas regulamentações para melhorar a performance e surgiu uma nova categoria de cientista ambiental. Também se viu aumentar o papel do engenheiro de incêndio”, conta Fabrício. O arquiteto Eduardo Machiavelli relatou sua experiência profissional da Itália e Alemanha. Na Europa há três anos, ele confirmou que, na Itália, também é difícil estabelecer uma relação formal de trabalho similar ao que, no Brasil, conhecemos como carteira assinada. Na Alemanha, citou ele, as empresas tem estruturas similares aos sindicatos dentro de cada empresa, encarregando um funcionário a representar os demais no conselho de administração das empresas. Em termos de remuneração, indicou ele, um profissional com cinco anos de atuação recebe entre 1.800 a 2 mil euros mensais. Com 20 anos, a soma salta para 3 mil euros mensais. Formado em 1997 na UFRGS, o arquiteto e urbanista Sebastian Sevilla voltou ao Equador para atuar em Arquitetura e Urbanismo. A maioria dos profissionais, cita ele, são contratados por projeto. Segundo ele, há muita dificuldade de aprovar projetos em grandes centros urbanos sendo profissional do interior. Segundo ele, as lei trabalhistas no Equador são muito complexas mas existem, sim, os contratos temporários e probatórios. Para falar sobre a realidade do mercado nos Estados Unidos, Laura Dueñas participou da live do Saergs. Com atuação há 15 anos, ela trabalha em um grande escritório em Boston. Uma de suas conquistas é o de atuar na liderança de uma equipe. “Não sou apenas desenhista. Demorou 10 anos para atuar na certificação de interiores”, conta. Mesmo assim, ela segue na luta por teu seu número de registro para Interiores no mercado norte-americano, o que espera conseguir em breve. Com ele, admite ela, devem surgir novas oportunidades e uma remuneração melhor. No início, recorda ela, que também trabalhou na Itália, não ganhava os melhores projetos ou contato com os clientes porque achava que não era apropriado. “O sotaque carregado também atrapalhou. Depois de 14 anos, estou mais confortável no mercado”, diz. Confira a live completa clicando aqui. 
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Para compartilhar a realidade do trabalho em Arquitetura e Urbanismo fora do Brasil, profissionais da área estarão presentes em live do Fórum Saergs no Mundo do Trabalho. Atuando em países como Itália, Alemanha, Austrália, Estados Unidos, França e Espanha, os arquitetos e urbanistas darão um panorama dos desafios de exercer a profissão internacionalmente e a realidade das questões trabalhistas no exterior. A transmissão será realizada às 11h de sábado (21/11) através do canal do Youtube (https://www.youtube.com/watch?v=keXz-2Q5on4) e página do Facebok do Saergs. Mediador do evento, o presidente do Saergs, Evandro Babu Medeiros, ressalta que será um momento de trocas de experiências e aprendizado com os colegas do exterior. “Poderemos ver como estão as condições de trabalho para os arquitetos e urbanistas lá fora e tirarmos algumas lições ou exemplos pra nossa realidade”, afirma. O Fórum Saergs no Mundo do Trabalho é uma promoção do Sindicato dos Arquitetos no Estado do RS, tem o patrocínio do CAU/RS e apoio da FNA, IAB, Fenea e CUT.
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A fase de votações do Prêmio Arquiteto e Urbanista do Ano Saergs 2020 está na reta final. O sistema receberá votos até a próxima sexta-feira (20/11). Nesta edição, arquitetos e urbanistas gaúchos concorrem nas categorias Setor Público, Setor Privado, Jovem Arquiteto, Assistência Técnica de Habitação de Interesse Social (Athis) e Homenagem Póstuma (confira a lista abaixo). Estão aptos a votar todos os arquitetos e urbanistas residentes no Rio Grande do Sul, que deverão se identificar no sistema de votações pelo link. Os nomes dos premiados serão divulgados na próxima segunda-feira (23/11). Já a cerimônia de entrega do prêmio está marcada para o dia 26 de novembro, em Porto Alegre. A ideia é realizar a premiação na sede do Saergs em evento restrito e organizado, com horários escalonados, para evitar aglomerações. O Prêmio Arquiteto e Urbanista do Ano foi criado em 2001 para reconhecer a trajetória de profissionais do Rio Grande do Sul e envolver os mesmos na escolha dos nomes que consideram mais representativos. A láurea leva em consideração a relevância do trabalho, caracterizado pelo impacto de realizações nas áreas científica, política, social e tecnológica, com alcance social e humano, através de ações, projetos ou obras inovadoras que beneficiem a comunidade brasileira. O prêmio conta com o patrocínio do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do RS (CAU/RS) e apoio de Federação Nacional de Arquitetos e Urbanistas (FNA), Institutos de Arquitetos do Brasil Departamento do Rio Grande do Sul (IAB/RS), Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA), Associação de Arquitetos de Interiores do RS (AAI/RS) e Federação Nacional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (FeNEA). Confira abaixo os indicados: SETOR PÚBLICO – Maria Tereza Fortini Albano Arquiteta, mestre em planejamento urbano e regional, especialista em Desenho Urbano e em Planejamento Urbano, trabalhou praticamente durante 35 anos no setor público, especialmente na antiga Secretaria Municipal do Planejamento de Porto Alegre onde permaneceu até 2012. Entre esta data e 2014, foi técnica da Secretaria Municipal de Urbanismo, onde se aposentou da atividade pública, passando a ter uma atuação mais voltada para a diversidade das questões urbanas, dentro e fora de entidades como o Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento do Rio Grande do Sul, onde foi vice presidente na gestão 2017-2019 e coordenadora da Comissão Cidades por sete anos. Na prefeitura, integrou a coordenação técnica da equipe que construiu a proposta aprovada em 1999 do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano Ambiental – o PDDUA de Porto Alegre. – Andréa dos Santos Ex-presidente do Saergs, é graduada em Arquitetura e Urbanismo pela Ufpel. Atua profissionalmente com foco em planejamento urbano e territorial, habitação de interesse social, regularização fundiária e estudos e análises de impactos ambientais e de vizinhança, através de ações de gestão, coordenação, supervisão e assessoria técnica no poder público, movimentos sociais e comunidades. Proferiu várias palestras e tem publicações de artigos em livros e revistas de temas relacionados a área do urbanismo, ATHIS e processos participativos. Experiência docente nos cursos de Arquitetura e Urbanismo, Gestão Imobiliária e Gestão Pública, na UCS e UPF. Atualmente, atua na Prefeitura Municipal de Rio Grande, no cargo de Superintendente de Regularização Fundiária. SETOR PRIVADO – Nino Roberto Schleder Machado Professor fundador da UPF e fundador do curso de Arquitetura e Urbanismo da UPF. Está à frente do escritório NR Arquitetos há 48 anos. Em Passo Fundo foi responsável por traçados urbanísticos na Avenida Brasil, na Rua Moron, na Avenida General Netto, na Praça Menegaz e na Praça do Teixeirinha. Na Arquitetura Institucional, projetou o Fórum de Passo Fundo; Biblioteca do SESI; Biblioteca Central da UPF; Faculdade de Odontologia UPF; Pórtico da UPF; Instituto de Anatomia UPF, entre outras. No setor empresarial, conta com projetos e obras como o Centro Administrativo da Grazziotin S.A.; GZT; Hotéis Itatiaia, Hotéis Bertaso, Mogano Premium e Mogano Business em Chapecó. Hoje, ainda à frente do escritório próprio, atua na área de projetos hospitalares. – Rafael Artico Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2000). MBA em Gestão de Negócios Imobiliários e da Construção Civil pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) (2011). Atua como docente de Projeto Arquitetônico no curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Ritter dos Reis (Uniritter). É Sócio Diretor do escritório UMA Arquitetos, fundado em 2001, que atua em diversos segmentos da arquitetura e engenharia, através do desenvolvimento de projetos e da execução de obras. – Andreoni da Silva Prudencio Arquiteto e Urbanista, formado pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) em 1997. É arquiteto e urbanista e diretor de criação do Studio Prudêncio, escritório com ênfase em arquitetura autoral e desenvolvimento de projetos na plataforma BIM, que consiste na modelagem da informação da construção, permitindo criar plantas de construção inteligentes, inaugurado em 2008. Atuou como docente no período de 2000 a 2002, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. JOVEM ARQUITETO – Equipe da Reurbanização do Centro de Conde/PB: Camila Bellaver Alberti, Jean Michel Fortes dos Santos, Mariana Mocellin Mincarone, Douglas Silveira Martini Camila Bellaver Alberti, Jean Michel Fortes dos Santos, Mariana Mocellin Mincarone formaram-se em Arquitetura e Urbanismo pela UFRGS em agosto de 2018, e, em novembro do mesmo ano, juntamente com Douglas Silveira Martini (então graduando da mesma instituição), elaboraram o projeto que venceu o concurso público nacional de Arquitetura e Urbanismo organizado pela Prefeitura Municipal de Conde para a Requalificação do Centro de Conde/PB. A equipe foi contratada para desenvolver os projetos executivos de urbanismo, paisagismo, infraestrutura urbana, arquitetura e complementares. Foi a primeira experiência profissional do grupo recém egresso da Universidade. Durante o ano de 2020, a obra encontra-se em fase final de execução. – Natan Franciel Arend Arquiteto e Urbanista graduado pela Pucrs, realizou período sanduíche com bolsa de estudos do Programa Ciências sem Fronteiras. Mestre em Planejamento Urbano e Regional como bolsista CAPES no Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional na Ufrgs. Atualmente ocupa a posição de Vice Presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil – Núcleo Rio Grande do Sul. Faz parte do grupo Urbanistas Contra o Corona, que se articulou a nível nacional e regional. O reconhecimento deve ser ao trabalho coletivo, mas Natan teve um papel destacado na articulação do grupo no estado do RS, bem como na construção do “Fórum Urbanismo Contra o Corona nas Comunidades e Movimentos Sociais do Rio Grande do Sul” e da “Carta Popular por cidades para todas e todos”. HOMENAGEM PÓSTUMA – Militão Ricardo Natural de Bagé, Militão formou-se em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em 1957. Foi um dos pioneiros em questões relacionadas ao urbanismo e conservação ambiental, tanto no Estado quanto no Brasil. Militão lecionou na Faculdade de Arquitetura da UFRGS. Radicou-se em Brasília na década de 1970. Antes, atuou no IAB na gestão 1966/67, e fez parte da gestão fundadora da Associação dos Profissionais Arquitetos de Porto Alegre, precursora do Sindicato dos Arquitetos no RS (SAERGS). Faleceu em setembro de 2020. ATHIS – Terezinha de Oliveira Buchebuan Doutoranda no Programa de Pós-graduação em Planejamento Urbano e Regional na Universidade Federal do Rio Grande do Sul – PROPUR/UFRGS, na linha de pesquisa Planejamento e Espaço Urbano e Regional. Mestrado em Letras, Cultura e Regionalidade pela Universidade de Caxias do Sul (2010). Graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Caxias do Sul (2005). Atualmente é Professor Mestre Assistente II da Universidade de Caxias do Sul. Experiência na área de Arquitetura e Urbanismo atuando principalmente nos seguintes temas: Evolução Urbana, Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social, Projetos Comunitários Participativos, Patrimônio Cultural. Coordena o escritório modelo Taliesem, da UCS. – Cristina Rozisky Mestre em Memória Social e Patrimônio Cultural. Graduada em Arquitetura e Urbanismo. Atua como profissional liberal desde 1997, trabalhando com consultorias; desenvolvimento de projetos arquitetônicos. É uma das idealizadoras do escritório Eficiobra que desenvolve projetos na área de assistência técnica na cidade de Pelotas, e tem colocado em prática muitos dos objetivos da assistência técnica de habitação de interesse social, a partir da iniciativa privada. Após estudar e se articular nas redes que tratam sobre o tema em nível nacional, a arquiteta estruturou um escritório que trabalha com reformas de melhorias habitacionais com o objetivo de atender os problemas de salubridade nas habitações da população de baixa renda de Pelotas.
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Arquitetos e urbanistas precisam de uma união corporativa para defender com mais força suas bandeiras e fortalecer a profissão. Para isso, é essencial atacar de frente questões éticas que desafiam o dia a dia e prejudicam a todos como a cobrança de Reserva Técnica (RT) e o não-pagamento do Salário Mínimo Profissional (SPM), por exemplo. “Precisamos debater as questões que precisam ser debatidas sem mais omissões”, conclamou Fábio Müller, professor e coordenador do Curso de Arquitetura da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), ressaltando que existe uma cultura que impede os profissionais de agirem como agentes de controle da própria profissão. O assunto foi tema de live do Fórum Saergs no Mundo do Trabalho, realizada nesta terça-feira (10/1) pelo Sindicato dos Arquitetos no Estado do RS. A programação tem o patrocínio do CAU/RS e apoio da FNA, IAB, Fenea e CUT. “A participação no conselho e nas entidades é o viés fundamental para um mútuo auxílio, para debatermos as questões e, em conjunto, encontrarmos soluções”, completou Müller. Em uma noite que contou com professores das principais universidades gaúchas, debateu-se a força de uma orientação ética dos estudantes como fator essencial para garantir um mercado de trabalho mais saudável e a redução da exploração entre os próprios colegas. Os docentes sugeriram aos jovens arquitetos que participem dos movimentos de representação. “Se associe não só para ajudar a entidade, mas para se ajudar também. Porque a gente não consegue trabalhar sozinho”, ponderou a professora da Ufrgs Daniela Fialho. E disse mais: “é essencial sairmos do individualismo que a sociedade nos impõe”. Para ela, há três fatores que podem ajudar nesse processo: o CAU, o Código de Ética e as NBRs. Conclamando por mais empatia, o arquiteto e urbanista, diretor do Saergs e mediador da live, Rodrigo Barbieri, avaliou que muito do precário que se percebe no trabalho “tem a ver com a falta de visão da profissão de muitos colegas”. Em sua participação, a professora Adriana Dutra, da Feevale, reforçou que é preciso estimular o debate sobre ética desde o início do curso. “Temos que pensar o tema e o trazer para reflexão dos alunos desde que entram na universidade. Ética é uma questão cultural”. E mencionou que o novo currículo da Feevale já abarca essa necessidade de trabalhar mais questões de moral e ética de forma pulverizada. “A gente precisa de mais discussões como essa”. Com a experiência de quem ministra a disciplina há muitos anos e tem sua profissão resguardada pela OAB, a advogada Àgueda Bichels, da Unisinos, reforçou a relevância da fiscalização, das denúncias e de se acabar com a cultura de aceitar questões controversas com naturalidade. E mencionou exemplos que vão da cola na sala de aula até a assinatura de projeto que outros. Assuntos que, segundo ela, sempre geram debates acalorados em sala de aula. “Eu trago para a classe decisões dos tribunais. Aí, a gente tem que conversar e ver como faz”. Àgueda ponderou que alunos que colam na universidade estão fragilizando a própria formação e passando uma imagem equivocada aos colegas. “Se na faculdade ele fez isso, será que no mundo profissional vai fazer diferente?”, questionou. Para despertar os alunos para um tema tão denso e controverso quanto ética e legislação, Muller diz que a estratégia é partir das curiosidades e experiências dos próprios estudantes. Um dos temas que sempre chama atenção é o pagamento de Reserva Técnica. A prática – muito usual no passado– representa o recebimento de comissões pelo arquiteto para indicação de prestadores de serviços e fornecedores. Apesar de condenada atualmente, por muito foi aplicada e ainda é. “Ela tem um efeito nefasto nos honorários profissionais”, alertou Muller, ressaltando que, recebendo RT, muitos profissionais podem reduzir os honorários e conquistar o cliente. Perde o contratante que paga mais por produtos e serviços e perdem os próprios arquitetos que veem o preço de seus contratos aviltados. Outro assunto que chamou atenção durante a live foi o debate sobre direitos autorais. Por lidar com um produto que é resultado de um processo criativo, o arquiteto tem direito à autoria, o que, geralmente, não é respeitado nem pelos colegas que fazem intervenções em edificação sem ao menos consultar o autor. O local de debate de assuntos importantes como esses é na academia e com os estudantes, defendeu a professora da PUCRS Cristiana Bersano. “Só falando sobre os assuntos é que vamos conseguir valorização. E que honorários que não sejam impactados frente a outros ganhos escusos”, disse, enfática. Para ela, é essencial chamar os estudantes para sua responsabilidade perante a sociedade, alertando que é da conduta de cada um que depende o destino de todos. Um ensinamento que vem de casa, da forma como se comportam na família, no trânsito ou nos estágios. Para ela, é preciso formar novos profissionais com consciência de coletivo e de que o colega é parceiro profissional, não alguém prestes a roubar suas ideias. “Temos visto mudança de mentalidade nesse sentido”, informou, otimista com base em sua vivência em sala de aula. Confira a live completa clicando aqui.
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