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Articular a ATHIS pelo futuro do trabalho em arquitetura

Com mais de 80 iniciativas mapeadas, as responsáveis pelo projeto da Cartilha T.A.B.A., Karla Moroso e Taiane Beduschi, mostraram na tarde desta sexta-feira (25/11), que quase 60% dos arquitetos entrevistados têm necessidade de complementar renda. A informação traz a necessidade de ampliar a atuação profissional da categoria e vem com objetivo de expandir o escopo de atuação profissional a diversas camadas sociais, incluindo a Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS) como uma alternativa. “Esse projeto é uma forma de debater a arquitetura enquanto trabalho e nós, profissionais, como agentes sociais. Temos muitos jovens que querem atuar com ATHIS, precisamos viabilizar isso”, afirma Taiane. Participaram da mesa o responsável pelo Instituto Território, Flávio Tavares, o dirigente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), Ricardo Gouvea, e a conselheira do CAU Brasil, Luciana Rubino.

“A ATHIS é um campo de atuação extremamente amplo, porque ela é uma prática multidisciplinar. Precisamos ver a Assistência Técnica não apenas como melhoria habitacional, isso é apenas um braço, ela é também regularização fundiária e reforma urbana, uma oportunidade de atuar em diversas frentes”, comenta Tavares. O crescimento pelo interesse e pela discussão da arquitetura popular está muito ligado com a ampliação do acesso à universidade. “É visível como o interesse pela ATHIS cresceu nos últimos anos, com profissionais dispostos a fazer a diferença. Com uma possível recuperação do Ministério das Cidades, nós, enquanto entidades, podemos articular junto com esses profissionais, com os movimentos e desenvolver ações coletivas para que se implemente os programas que viabilizem a atuação do arquiteto e desenvolvam cidades que atendam a todos”, explica Gouvea.

Luciana, que faz parte do comitê de mobilização pelo Microempreendedor Profissional (MEP) dentro do CAU Brasil, destaca que o projeto vem pra atender trabalhadores regulamentados que vivem nas margens da sociedade e não conseguem se inserir regularmente no mercado. “Precisamos articular com os estudantes, os jovens profissionais e levar o MEP adiante. Com ele, podemos viabilizar também uma ampliação maior por ATHIS, que permita uma estabilidade de mercado e a atuação dos arquitetos pelo bem social”.

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