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Em uma cerimônia emocionante, a Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) reconheceu Claudia Pires, os projetos Fab Social, de Guarulhos (SP), Comunidades Catalisadoras (ComCat), do Rio de Janeiro (RJ), e o portal ArchDaily Brasil como vencedores das láureas 17º Arquiteto e Urbanista do Ano e Prêmio FNA 2022. A cerimônia, que ocorreu neste sábado (26/11) durante o 46º Encontro Nacional dos Sindicatos de Arquitetos e Urbanistas (ENSA), mostrou ao público a força de transformação da arquitetura no dia a dia da população e na carreira de profissionais que dedicam suas vidas ao direito à cidade, à moradia e à justiça social.

“Precisei entender o canteiro para não me alienar no desenho. E esse prêmio é uma conquista coletiva, porque sou fruto de um processo histórico que não começou em mim e não termina em mim. Não existe uma Claudia nesse prêmio, existe uma consciência de classe. Nada somos quando estamos sozinhos e o coletivo é o que faz diferença na transformação social”, afirmou Claudia durante seu discurso de premiação no Salão Alvorada do Brasília Palace Hotel. Essa força de mudança dos espaços e o gerar impactos também são os cernes da ComCat. Ao receber o prêmio pela iniciativa, a diretora-executiva do projeto, Theresa Williamson, destacou que comunidade é planejamento e as soluções das favelas precisam ser feitas com participação popular. “Os mobilizadores locais estão sempre no centro de todas as nossas atividades, especialmente nas decisões e nos caminhos que traçamos. O planejamento urbano desenvolvido na favela precisa ser referência e posto em prática. É a comunidade quem sabe para onde tem que ir”.

O design como elemento de participação está no cerne do Fab Social, coordenado pelo arquiteto e urbanista Alex Garcia. “Engajamos os jovens e trouxemos a projetualidade do mundo para as crianças aqui de Guarulhos. Ensinamos um dos conceitos básicos da arquitetura que é a visão crítica dos objetivos que nos rodeiam. Conseguimos com o projeto desenvolver o desenho como instrumento de pesquisa”, explica. Ir além e levar a arquitetura para além da bolha profissional também está entre os objetivos do portal ArchDaily Brasil. Romullo Baratto, editor do site presente no ENSA, reforçou o que, nos 11 anos de atividade do portal, a equipe vem buscando “dar voz a iniciativas pelo direito à cidade”, usando sua visibilidade “para atingir o maior número de pessoas, levando diversidade, abraçando visões e mostrando outros pontos de vista”.

Ao fim da cerimônia, a nova gestão da FNA para o triênio 2023-2025 tomou posse. Encabeçada pela arquiteta e urbanista Andréa dos Santos, a chapa assume com a expectativa de buscar espaços por políticas públicas e a democratização da arquitetura. “Nós nos propormos a fazer um coletivo, de mãos dadas, discutindo e construindo uma luta sindical pelos arquitetos e pela nossa atuação com as cidades. Somos agentes sociais e a Federação vai seguir trabalhando pela nossa inserção no repensar dos espaços urbanos”.

A presidente recém eleita, e que tomará posse da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) em janeiro, Andréa dos Santos, destacou que o papel das entidades nessa discussão também é educar as categorias. “Disseminar as políticas afirmativas é eliminar as desigualdades historicamente acumuladas e garantir a igualdade de oportunidades e compensar as perdas provocadas pela discriminação e marginalização”.

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Desde o início de sua carreira, nos anos 1970, o arquiteto e urbanista e cineasta Sérgio Péo decidiu usar o cinema como ferramenta de resistência na luta pelo direito à cidade. Na época, o Brasil ainda enfrentava a ditadura militar e o medo de comunicar e mostrar a realidade precária do país estava enraizado. “Apesar de toda a censura da época, nós, estudantes, jovens e corajosos, queríamos ir às ruas como uma forma de provocar e resistir. As gravações tinham como objetivo mostrar a intensidade da violência que vivíamos e as consequências que o regime trouxe para às cidades”, explica Péo durante a sessão Cinema Urbana no 46º Encontro Nacional de Sindicatos de Arquitetos e Urbanistas (ENSA), último debate do Colóquio “Projetar, Construir, Morar: Arquitetura e Políticas de Habitação”.

Com a curadoria e a presença da arquiteta e urbanista Liz Sandoval – responsável pelo projeto Cinema Urbana –, a sessão foi uma homenagem ao cinquentenário da carreira de Péo. Foram exibidos os filmes Pira (1972), abordando cenas do cotidiano na cidade do Rio de Janeiro; Associação dos Moradores de Guararapes (1979), com o depoimento do presidente da Associação, Cláudio de Moraes, a respeito do espaço conquistado pela comunidade no bairro Cosme Velho, também no Rio; e Rocinha Brasil 77 (1977), retratando o dia a dia de uma das maiores favelas do Brasil.

Iniciativas como essa, apesar das décadas que separam da atual realidade, seguem sendo potencialmente férteis para levar arquitetos e urbanistas a travar contato direto com a realidade social da maior parte da população brasileira. “Precisamos incentivar os estudantes de arquitetura a irem até as comunidades, ver como o povo está vivendo. Isso é uma forma de adquirir conhecimento, identidade, cidadania. O corpo a corpo é essencial para a nossa profissão e para que a gente faça uma arquitetura de qualidade”, concluiu Péo em seu depoimento.

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“Já temos pesquisas e diagnósticos apresentando a realidade da nossa sociedade e do mercado de trabalho quanto a exclusão de raça, gênero, idade e classe. O que precisamos agora é de ações que tragam as bases para o protagonismo das entidades, dos movimentos. Temos que usar nossos espaços para ampliar as vozes”. A fala da Coordenadora do Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Distrito Federal (Arquitetos-DF), Luciana Jobim, resumiu a mesa de Políticas de Equidade, Diversidade e Combate ao Assédio do 46º Encontro Nacional de Sindicatos de Arquitetos e Urbanistas (ENSA). O encontro ainda trouxe ao debate o papel das entidades enquanto palco de pautas que gerem mudanças presentes e futuras, vindas e sugeridas pelas comunidades vulneráveis.

Responsável pela Comissão Temporária de Políticas Afirmativas do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU Brasil), Camila Leal, relatou o trabalho por trás da mobilização coletiva dentro do CAU, não só por abrir espaços de fala, mas também pela valorização da categoria. “Todas essas comissões têm como objetivo mexer na estrutura das entidades. A ideia é pensar no coletivo e incluir diferentes realidades nos nossos espaços de discussão. Não é possível pensar em valorizar a profissão do arquiteto sem ouvir as questões trazidas por quem mais sofre com nossa realidade misógina e excludente”.

A presidente recém eleita, e que tomará posse da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) em janeiro, Andréa dos Santos, destacou que o papel das entidades nessa discussão também é educar as categorias. “Disseminar as políticas afirmativas é eliminar as desigualdades historicamente acumuladas e garantir a igualdade de oportunidades e compensar as perdas provocadas pela discriminação e marginalização”.

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A arquiteta e urbanista gaúcha Andréa dos Santos foi eleita, neste sábado (26/11), presidente da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) para a gestão 2023/2025. Aclamada em chapa única representando o Sindicato dos Arquitetos do Rio Grande do Sul (Saergs), ela assume oficialmente em janeiro ao lado de uma diretoria que conta com 16 representantes de 11 estados. Maurílio Chiaretti, diretor do Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas de São Paulo (SASP), será o vice-presidente.

A posse festiva da nova diretoria foi realizada na noite de sábado durante solenidade de entrega do 17º Prêmio Arquiteto e Urbanista do Ano e do Prêmio FNA 2022 no Hotel Brasília Palace, em Brasília (DF). “Neste contexto que estamos nos desafiando a contribuir na estruturação do país e em especial das nossas cidades, buscando garantir melhores condições de vida aos trabalhadores brasileiros, colocando nossa categoria de arquitetos e urbanistas como articuladores e protagonistas desses processos”, pontuou Andréa, convicta de que há muita luta pela frente para assegurar direitos e valorização à categoria. Para ela, defender os arquitetos e urbanistas é uma forma de promover uma sociedade mais igualitária e uma arquitetura mais democrática de acesso a toda sociedade. “Precisamos que os brasileiros valorizem a arquitetura pelo seu potencial de transformação na vida das pessoas, principalmente dos mais pobres e que necessitam de moradia”, reforçou.

Entre os desafios da nova diretoria, pontua a presidente, está amplificar a participação dos profissionais na construção de políticas públicas nas diferentes esferas. Outra linha de ação será pelo Projeto de Lei (PL) que prevê enquadramento de arquitetos como Microempreendedor Profissional (MEP). “Nossa atuação será focada no compromisso de fomentar a base de nossos sindicatos filiados nos diferentes estados”, completou. A nova diretoria ainda pretende estreitar relacionamento com as demais entidades de arquitetos e urbanistas a fim de unir esforços pelo desenvolvimento e reconhecimento da profissão.

Andréa é natural de Rio Grande (RS). Formada em Arquitetura e Urbanismo pela UFPel em 1993, foi presidente do Saergs entre 2014 e 2016, integrou a direção nacional da Central Única de Trabalhadores (CUT) e a primeira diretora da Confetu/CUT. Profissionalmente, atua como assessora técnica do monitoramento nacional do programa de habitação nos Assentamentos da Reforma Agrária do Incra.

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A luta pelos trabalhadores deve ganhar novo impulso em 2023. Com o respaldo de um governo democrático, aberto às pautas populares, sindicalistas devem ter espaço para encaminhar pautas urgentes com o objetivo de assegurar os direitos dos trabalhadores frente aos avanços do capital. Entre eles, está a adoção de um marco regulatório de Convenção Coletiva no Brasil, que funcionaria como alicerce para diferentes categorias, entre elas os arquitetos e urbanistas. A pauta foi apresentada pelo Secretário Adjunto de Relações de Trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT Brasil), Pedro Armengol, durante a mesa de conjuntura do 46º Encontro Nacional de Sindicatos de Arquitetos e Urbanistas (ENSA). O dirigente reforçou os desafios sindicais com as atuais fragmentações do trabalho, bem como a necessidade de união de toda a classe sindical, com a retomada da presença junto às categorias. “Com o advento do trabalho remoto, tivemos um aumento muito grande da informalidade, afinal, é difícil para os sindicatos estarem perto dos trabalhadores quando não há um local de trabalho onde se possa conversar e conscientizar a base”.

De acordo com a vereadora de Caxias do Sul (RS) e atual deputada federal eleita pelo PT/RS, Denise Pessoa, 47 dos 90 milhões de trabalhadores brasileiros não possuem carteira assinada. A parlamentar destacou o papel dos sindicatos como instrumentos de organização e mobilização na luta por por direitos – inclusive direito ao emprego e a condições dignas de trabalho. “Temos quatro milhões de cidadãos no Brasil que, simplesmente, desistiram de procurar emprego. O povo tem lidado com o subemprego e com o distanciamento de direitos básicos. A nossa luta é pela retomada da dignidade trabalhista, para todos”.

Otimista, o ex-presidente da FNA Jeferson Salazar disparou: “a terra voltará a ser redonda”, mas é preciso manter a mobilização para não cometer o mesmo erro que levou a extrema direita ao poder em 2019. “O grande problema foi o governo ter saído das ruas e não ter mantido acesa a mobilização popular. Não podemos cometer esse mesmo erro novamente”, salienta, lembrando às lideranças sindicais presentes que Lula será presidente do Brasil, mas o governo abrange um amplo arco de alianças políticas que mantêm o Estado sob constante disputa. Para garantir espaço para as pautas populares, “caberá a nós estarmos nas ruas fazendo as pressões necessárias”.

Cabe também aos profissionais assumirem o desafio de estruturação das cidades, uma demanda gigantesca atualmente no Brasil, lembrou o ex-presidente da FNA Newton Burmeister. Segundo ele, apesar da proliferação de escolas de arquitetura, essa mão de obra não vem sendo utilizada. “Se temos um problema grande para resolver com a estruturação das cidades, deveríamos ter uma capacidade de mão de obra para intervir. Mas essa mão de obra não está sendo reconhecida”, frisou, avaliando que as ações nesse sentido ainda são incipientes. “Temos que sair da militância restrita para ação articulada pelas entidades”.

A atuação de arquitetos e urbanistas junto ao Governo Federal deve transcender o âmbito do Ministério das Cidades. O alerta foi feito com veemência pela vereadora do Rio de Janeiro Tainá de Paula (PT), que acredita que essa mobilização precisa ser multidisciplinar, extrapolando o âmbito do Ministério das Cidades e abrangendo articulação com outras áreas do governo. “Nós não estamos parados no tempo. Aprendemos que o Ministério das Cidades não vai resolver a nossa vida de forma isolada, precisamos dialogar com as outras pastas”, pontuou. Além das pautas tradicionais a serem levadas, a arquiteta e urbanista incitou as lideranças a avaliarem a capacidade de organização de uma Secretaria que se dedique às áreas de favela, de movimento que provoque a ação do Minha Casa Minha Vida em áreas centrais e de metas claras de enfrentamento da pobreza nas cidades que projetem cenários em 20 anos. “Precisamos mostrar e provar que o Minha Casa Minha Vida é o melhor para as cidades brasileiras e ir pra cima, melhorando-o”.

Tainá conclamou, também, pela volta das cartilhas, incitando as lideranças e profissionais a intensificarem a luta pelo trabalho e contra os movimentos da extrema direita gerados dentro do próprio campo da arquitetura e do urbanismo. Segundo ela, a sociedade civil organizada tem que ter “um tamanhão” capaz de fazer frente aos ataques constantes a que o movimento dos trabalhadores está sujeito. “Que tenhamos fôlego para projetar o Brasil e resistir às elites”.

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O Salão Alvorada do Brasília Palace Hotel, em Brasília (DF), ficou pequeno no início da noite de sexta-feira (25/11) para o público que acorreu ao lançamento de livros ligados à arquitetura, história e à política brasileira. O encontro aconteceu durante o 46º Encontro de Sindicatos de Arquitetos e Urbanistas (ENSA) em que falaram os autores das obras – Clara Ant, Danilo Matoso, Flávio Tavares, Liza Andrade e Luiz Philippe Torelly. Com mediação do secretário de Políticas Públicas e Relações Institucionais da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), Patryck Carvalho, a oportunidade trouxe temas como a luta pela memória, pela moradia e pelo direito à cidade.

“Um livro é sempre uma maneira de mantermos uma história viva, de registrar um momento. Quando escrevi essa biografia, eu queria relembrar e registrar o que aconteceu no meu país e não deixar morrer uma influência e uma mudança tão importante”, explica Clara a respeito da sua obra “Quatro décadas com Lula: o poder de andar junto”, que retrata a sua trajetória de vida e atuação política ao lato do presidente reeleito. Encerrando a mesa com a esperança renovada, a presidente da FNA, Eleonora Mascia, destacou que o lançamento é um momento de comemoração e reunião. “Há tempos não podíamos nos encontrar, trocar experiências, compartilhar momentos como esse. Agora é hora de comemorarmos. Nós vencemos o ódio, o negacionismo e o fascismo. Vamos disseminar esses conhecimentos, distribuir esses livros e celebrar, é hora de celebrar”.

Os títulos “Destruição da Arquitetura: Crônicas Políticas de um País em Demolição”, de Danilo Matoso, “O Mármore e a Murta: Antônio Vieira. Jesuítas, Cativos e Bandeirantes no Século XVII”, de Luiz Phillipe Torelly e “Agir Local: Gestão Territorial e Democracia. Uma experiência em Conde (PB)”, de coautoria de Flávio Tavares ficarão disponíveis até o final do evento para a venda, conforme disponibilidade. Ainda estão sendo distribuídos gratuitamente a Cartilha T.A.B.A., o livro “Memórias, Personagens, Lutas” dos 40 anos comemorativos da FNA, “Residência em Ciência, Tecnologia e Sociedade”, de coautoria de Liza Andrade e “A embaixada da Itália em Brasília: poéticas da arquitetura italiana no Brasil”, de Sylvia Ficher, Andrey Schlee e Danilo Matoso.

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Uma arquitetura que tenha a cara do povo e seja ferramenta de mudança da vida das famílias brasileiras. Essa é a essência do trabalho de arquitetos e urbanistas que se reuniram na segunda noite do Colóquio “Projetar, Construir, Morar: Arquitetura e Políticas de Habitação”, promovido pela Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA) e pelo Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Distrito Federal (Arquitetos-DF), em Brasília (DF), nesta sexta-feira (25/11). A mesa reuniu nomes de referência na prática de Assistência Técnica de Habitação em Interesse Social (ATHIS) em diferentes regiões do Brasil.

Destacou-se inicialmente a importância do trabalho de articulação política feito pelos próprios profissionais. “O que a gente tem feito é mostrar para o gestor que o orçamento do Estado e da União precisam ter recursos para essa prática”, pontuou Paulo Soares, do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul (CAU/RS).

O papel político ativo dos arquitetos e urbanistas na luta pela moradia e pelo direito à cidade – sobretudo no levantamento de recursos públicos para os programas de Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social (ATHIS) – foi reforçado pelas arquitetas e urbanistas Sandra Marinho e Claudia Pires. “Precisamos popularizar o direito à arquitetura. Esse direito tem que se consolidar como recurso. Não há como atender à metade da população que precisa desse serviço se não tiver recurso previsto. Estamos produzindo cidades, não estamos produzindo apenas casas”, frisou. A profissional também destacou que é preciso colocar os arquitetos na ponta desse debate.

Mediando a mesa, a diretora dos Arquitetos-DF Mariana Bomtempo acrescentou que o trabalho precisa ser multidisciplinar. Fala corroborada pelo arquiteto Gustavo Franco, que defende uma ação completa do profissional, tendo em vista que o público ao qual os projetos populares se direcionam não dispõe de recursos para contratação em todas as frentes que envolvem a ATHIS. Em uma mesa intensa e de falas fortes, a deputada eleita pelo PT/RS Denise Pessoa completou trazendo um pouco sobre sua jornada da faculdade à atuação política.

Na mesa foi também foi apresentado o portal ArqPop, um site de informações sobre arquitetura popular e Assistência Técnica proposto pela FNA. Com o mote “Toda maneira de amor (arquitetura) vale a pena”, o site tem por objetivo dar visibilidade a um campo ampliado da atuação dos arquitetos e urbanistas, tanto em diversas áreas profissionais quanto em mais camadas sociais. Apresentado por Danilo Matoso e Taiane Beduschi, alguns dos responsáveis pelo projeto, o ArqPop estará no ar nos próximos dias!

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Com compreensão de que o serviço público é peça fundamental na construção de um Estado forte e democrático, arquitetos e urbanistas reunidos no 46º Encontro Nacional de Sindicatos de Arquitetos e Urbanistas (ENSA), em Brasília (DF), ecoaram um pedido de que o Congresso Nacional arquive, de uma vez por todas, a Proposta de Emenda à Constituição 32/2020, da Reforma Administrativa. Agentes de transformação nas cidades brasileiras, inúmeros arquitetos e urbanistas são servidores públicos e teriam seu trabalho e sua condição profissional diretamente atacados pela medida. Proposta pelo Poder Executivo, a PEC 32 prevê mudança em 27 dispositivos da Constituição e introduz 87 novos, alterando todo o funcionamento do serviço público, atacando os concursos, criando empecilhos à revisão das remunerações, e extinguindo até mesmo a estabilidade do funcionalismo.

Presente à mesa de debates da tarde desta sexta-feira (25/11), a deputada Érika Kokay (PT/DF) adiantou que um pedido formal será levado ao presidente. “Vamos propor a retirada dessa proposição da pauta do Congresso. Até aceitamos discutir uma Reforma Administrativa, mas com a seriedade necessária, não algo como esta que tem uma concepção de submeter o estado às vontades do presidente da República”. O pedido foi referendado pela diretora da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanista (FNA) Dânya Silva, que coordenou o debate, defendendo a adoção de planos de cargos e salários nas prefeituras municipais. “Precisamos que todos municípios tenham projetos de plano de carreira. Aceitamos uma Reforma Administrativa, mas precisamos de diálogo”. Ao seu lado, o colega e presidente do Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Estado da Bahia (Sinarq-BA), Paolo Pellegrini, reforçou o papel dos sindicatos e associações profissionais na luta dos trabalhadores contra os recorrentes ataques ao funcionalismo, relatando o processo de criação da Associação Municipal dos Engenheiros e Arquitetos de Salvador (ASMEA) e seu papel na garantia de direitos da categoria.

Com a força e poder de inspiração que lhes são característicos, Érika ressaltou o papel da territorialidade no que chamou de “trança da resistência” popular pelo direito à cidade, e como a luta por esse direito está entrelaçada a outros, como direito ao lazer, à convivência e à educação. “O direito à cidade é uma forma de vivenciar essa humanidade tão ferida nesses últimos anos. Porque a cidade vem sendo negada para as mulheres na madrugada, para o beijo gay, para a população de rua. Quando se nega a cidade, se descontrói a territorialidade, e isso mina a resistência”, salientou.

A parlamentar alertou que as cidades brasileiras atualmente são organizadas para reproduzir a lógica da exclusão social. “Os donos da terra ainda se sentem donos dos corpos porque não fizemos o luto da escravidão. Precisamos fechar esses ciclos. Sem isso, ainda temos pedaços desse período na nossa contemporaneidade”. Movimento que, segundo ela, “arranca as pessoas delas mesmas para que não possam entrar em si”.

Érika criticou a posição do Estado como agente do enriquecimento da iniciativa privada e atacou com veemência as falas que vociferam sobre os supostos danos do déficit da previdência. “O Estado não é algo para produzir lucro. Falar em déficit da previdência é um absurdo. Previdência é direito e não se precificam os direitos”.

Para ela, o que temos hoje no Brasil é um Estado encarcerado, em que se limita a exercer funções contrárias à sua origem. Citando Nelson Rodrigues, afirmou que “o absurdo perdeu a modéstia”. Isso porque “a PEC 32 tenta eliminar a estabilidade do servidor público porque ela é fundamental para os serviços públicos, para que se tenha memória do Estado”. Érika exemplificou dizendo que, pela proposta ora em tramitação, a eliminação de cargos poderia congelar a remuneração de inativos cuja revisão de proventos cairiam em um limbo se houvesse a extinção de cargos em paridade. “O estado está capturado, a serviço do governante e da elite financeira em todas as suas expressões, e isso inviabiliza políticas públicas que permitam o desenvolvimento nacional. O governo Lula o campo popular de volta ao Estado”.

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“A ferramenta de trabalho é essencial para a relação do arquiteto com seu ofício e para a sua conexão com a sociedade. Por isso, precisamos participar também da construção desses instrumentos e dos processos que eles determinam”. Foi assim que o coordenador do projeto Softwares Livres para Arquitetura e Engenharia (Solare), Danilo Matoso, começou as atividades da mesa do Solare durante o 46º Encontro Nacional de Sindicatos de Arquitetos e Urbanistas (ENSA).

O debate, que aconteceu nesta sexta-feira (25/11), salientou a importância do fomento aos programas de código aberto e o quanto os altos preços dos softwares básicos para a viabilização da profissão têm afetado a continuidade de atuação na área. Participaram da conversa a vice-presidente do Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Estado da Bahia (Sinarq-BA) e professora do software QGIS no Solare, Paula Moreira, o arquiteto e urbanista e também professor do projeto, Allan Brito, o chefe de gabinete do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio Grande do Sul (CAU/RS), Paulo Soares e o diretor-geral da Federação Nacional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo (FeNEA), Luccas Brito.

Não só o controle sobre processo de trabalho é o objetivo do programa. Paula destaca que fomentar e apresentar aos profissionais essas alternativas é uma maneira de “ampliar a área de atuação da arquitetura, pela contribuição e o desenvolvimento dos próprios programas”. Allan destacou o quanto a comunidade também pode ser importante nesse trabalho. De acordo com o profissional, hoje, a maior parte dos softwares de BIM são desenvolvidos por arquitetos. “É uma maneira de liberar a nossa atuação, distribuir o nosso trabalho e trocar experiências, projetos e ferramentas. Precisamos fortalecer e instigar a categoria no desenvolvimento desses programas”.

Com isso em mente, Soares, que apresentou o compromisso do CAU/RS com o projeto, também afirma a importância das entidades se envolverem. “Podermos viabilizar uma alternativa funcional e gratuita e, enquanto entidade representante, temos que levar isso ao maior número de profissionais, principalmente quem está começando”. Com isso em mente, a FeNEA firmou a parceria com o Solare em setembro de 2022. “Temos uma ilusão das licenças estudantis durante a universidade e após a graduação, os recém formados acabam se submetendo a quem possa pagar ou a pirataria. Se fomentarmos o uso de softwares livres desde a sala de aula, abrimos uma porta de atuação para quem está recém saindo da universidade: a base da profissão”.

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Com mais de 80 iniciativas mapeadas, as responsáveis pelo projeto da Cartilha T.A.B.A., Karla Moroso e Taiane Beduschi, mostraram na tarde desta sexta-feira (25/11), que quase 60% dos arquitetos entrevistados têm necessidade de complementar renda. A informação traz a necessidade de ampliar a atuação profissional da categoria e vem com objetivo de expandir o escopo de atuação profissional a diversas camadas sociais, incluindo a Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS) como uma alternativa. “Esse projeto é uma forma de debater a arquitetura enquanto trabalho e nós, profissionais, como agentes sociais. Temos muitos jovens que querem atuar com ATHIS, precisamos viabilizar isso”, afirma Taiane. Participaram da mesa o responsável pelo Instituto Território, Flávio Tavares, o dirigente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), Ricardo Gouvea, e a conselheira do CAU Brasil, Luciana Rubino.

“A ATHIS é um campo de atuação extremamente amplo, porque ela é uma prática multidisciplinar. Precisamos ver a Assistência Técnica não apenas como melhoria habitacional, isso é apenas um braço, ela é também regularização fundiária e reforma urbana, uma oportunidade de atuar em diversas frentes”, comenta Tavares. O crescimento pelo interesse e pela discussão da arquitetura popular está muito ligado com a ampliação do acesso à universidade. “É visível como o interesse pela ATHIS cresceu nos últimos anos, com profissionais dispostos a fazer a diferença. Com uma possível recuperação do Ministério das Cidades, nós, enquanto entidades, podemos articular junto com esses profissionais, com os movimentos e desenvolver ações coletivas para que se implemente os programas que viabilizem a atuação do arquiteto e desenvolvam cidades que atendam a todos”, explica Gouvea.

Luciana, que faz parte do comitê de mobilização pelo Microempreendedor Profissional (MEP) dentro do CAU Brasil, destaca que o projeto vem pra atender trabalhadores regulamentados que vivem nas margens da sociedade e não conseguem se inserir regularmente no mercado. “Precisamos articular com os estudantes, os jovens profissionais e levar o MEP adiante. Com ele, podemos viabilizar também uma ampliação maior por ATHIS, que permita uma estabilidade de mercado e a atuação dos arquitetos pelo bem social”.

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